Meteorologia emite aviso de ‘grande perigo’ para onda de calor no Sul até o próximo sábado
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso de “grande perigo” devido a uma intensa onda de calor que deve atingir a região Sul do Brasil nos próximos dias. O alerta vermelho, o nível mais alto na escala de riscos do órgão, entra em vigor nesta terça-feira (3) e se estende até o final da noite de sábado (7). A área afetada compreende mais de 500 municípios espalhados pelos três estados sulistas.
As regiões que devem enfrentar as temperaturas mais severas incluem o Oeste Catarinense e áreas específicas do Rio Grande do Sul, como a Serra e as porções Noroeste e Sudoeste.
No Paraná, o calor extremo deve se concentrar nas faixas Centro-Sul, Sudoeste e Sudeste. Este fenômeno ocorre logo após o Sudeste brasileiro também ter enfrentado picos de calor intenso registrados em meados de janeiro em estados como São Paulo e Rio de Janeiro.
O que define o fenômeno e os critérios de intensidade
Meteorologicamente, uma onda de calor é caracterizada quando as temperaturas permanecem significativamente acima da média histórica por um período prolongado.
Embora existam variações acadêmicas sobre o tempo de duração, o Inmet estabelece o alerta quando há uma elevação de pelo menos 5°C em relação à média mensal da região. Esse aumento repentino e persistente é o que justifica a classificação de “grande perigo” no mapa meteorológico nacional.
O aviso vermelho indica que a anomalia térmica é severa o suficiente para causar impactos além do desconforto comum. O instituto reforça que o calor excessivo exige atenção redobrada com a saúde, pois o corpo humano pode apresentar sintomas como fadiga extrema, tonturas e lentidão motora, além de riscos mais graves decorrentes da desidratação e do estresse térmico.

Previsão para fevereiro indica mês seco e temperaturas elevadas
A onda de calor no Sul reflete uma tendência maior para o mês de fevereiro em todo o território nacional. A expectativa dos especialistas é de que os termômetros continuem marcando números acima da média na maior parte do país.
Mesmo sem a influência direta de fenômenos como El Niño ou La Niña no momento, o calor deve predominar, acompanhado por um regime de chuvas mal distribuído.
A tendência para as próximas semanas aponta para longos períodos de tempo seco, interrompidos apenas por episódios isolados e concentrados de chuva, principalmente nas regiões Norte e em partes do Sudeste. De maneira geral, o volume de precipitação deve ficar abaixo do normal para este período do ano, o que contribui para a manutenção das altas temperaturas e reforça a necessidade de cuidados constantes com a hidratação e proteção solar.


