Manifestações tomam capitais do país e reúnem multidões em ato “Acorda Brasil” contra Lula e STF; vídeos

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Neste domingo (1º), diversos centros urbanos do país foram palco de atos coordenados pelo movimento “Acorda Brasil”. As mobilizações, que tiveram como foco principal as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, reuniram apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, parlamentares e governadores de oposição.

Os participantes levaram bandeiras do Brasil, de Israel e dos Estados Unidos, entoando críticas ao governo federal e a magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF).

Atos na Orla de Copacabana e na Avenida Paulista

No Rio de Janeiro, a concentração ocorreu na Avenida Atlântica durante a manhã, com encerramento no início da tarde.

Já em São Paulo, o protesto ocupou a Avenida Paulista a partir das 14h, concentrando lideranças de peso nacional. Em ambas as cidades, faixas pedindo a anistia de Jair Bolsonaro e a saída dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli foram estendidas pelos manifestantes.

Ato na Paulista
Discursos e tom eleitoral no Rio de Janeiro

A mobilização em solo carioca contou com a presença de figuras como o senador Carlos Portinho e os deputados Carlos Jordy e Luiz Lima. O pré-candidato ao governo do estado, Douglas Ruas (PL), utilizou o palanque para criticar o atual prefeito Eduardo Paes, chamando-o de aliado do presidente Lula.

Ruas e outros parlamentares, como Rodrigo Amorim, reforçaram o tom de campanha para 2026, focando em pautas de segurança pública e críticas à gestão federal. O deputado Luiz Lima também repercutiu o cenário internacional, citando ataques recentes ao Irã como um exemplo de queda de regimes que, segundo ele, seriam defendidos pela esquerda brasileira.

Lideranças e governadores na capital paulista

Na Avenida Paulista, o ato ganhou contornos de coalizão nacional com a presença dos governadores Romeu Zema, de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado, de Goiás. Ambos discursaram em defesa da liberdade e criticaram o que chamaram de “farra de intocáveis” em Brasília.

Caiado afirmou que, independentemente de quem da ala direitista chegue à presidência, o primeiro ato será a concessão de anistia plena. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também compareceu e declarou apoio à montagem de um “time” político para as próximas eleições, mencionando o senador Flávio Bolsonaro como peça central.

Ato na Paulista
Críticas severas ao poder judiciário

Um dos momentos mais tensos das manifestações ocorreu durante a fala do pastor Silas Malafaia. Em um discurso contundente, Malafaia chamou o ministro Alexandre de Moraes de “ditador de toga” e questionou a legalidade do inquérito das fake news.

O líder religioso também direcionou críticas ao ministro Dias Toffoli e pediu que o presidente do STF tome providências contra o que classificou como abusos de autoridade. No plano legislativo, parlamentares como o deputado Guilherme Derrite aproveitaram a ocasião para exaltar a derrubada de vetos presidenciais e a aprovação de projetos de lei mais rígidos contra o crime organizado.

Mobilizações em outras regiões do país

Além do eixo Rio-São Paulo, o “Acorda Brasil” registrou atividades em diversas outras capitais. Em Belo Horizonte, o governador Zema e o deputado Nikolas Ferreira lideraram o grupo, enquanto em Salvador a concentração ocorreu no Farol da Barra.

No Centro-Oeste, manifestantes se reuniram no Distrito Federal, em frente ao Museu Nacional, e em Goiânia, onde defenderam a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

Cidades como Recife, Maceió, Aracaju, Campo Grande e Porto Alegre também registraram passeatas e carreatas com pautas semelhantes, reforçando o coro pela liberdade do ex-presidente e críticas à atual composição do STF.

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