Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico no segundo turno, de acordo com nova pesquisa; veja números

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Os novos dados da pesquisa Meio Ideia, a primeira divulgada após o período de desincompatibilização, revelam um cenário de forte equilíbrio em uma eventual disputa direta entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. No levantamento de segundo turno, o parlamentar do PL aparece com 45,8% das intenções de voto, enquanto o petista soma 45,5%. Como a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, ambos encontram-se em situação de empate técnico. O grupo que opta por brancos, nulos ou que ainda se declara indeciso representa 8,7% do eleitorado.

Apesar do equilíbrio contra o nome da família Bolsonaro, Lula mantém vantagem competitiva quando confrontado com outros potenciais adversários. Contra Ronaldo Caiado, o atual presidente registra 45% frente a 39% do governador de Goiás. No embate com Romeu Zema, a vantagem é de 44,7% contra 38,7%. Em cenários contra candidatos com menor expressão nacional, como Renan Santos e Aldo Rebelo, o petista consolida distâncias maiores, superando-os com folgas que variam entre 18 e 23 pontos percentuais.

Desempenho no primeiro turno e força espontânea

Na simulação estimulada de primeiro turno, Lula lidera a corrida com 40,4%, seguido por Flávio Bolsonaro, que alcança 37%. Os demais candidatos aparecem em patamares mais baixos: Caiado tem 6,5%, enquanto Renan Santos e Romeu Zema registram 3% cada. O levantamento indica uma concentração de votos nos dois principais polos, deixando pouco espaço para alternativas, com Aldo Rebelo marcando 0,6% e um contingente de indecisos e votos nulos que chega a quase 10%.

Já na modalidade espontânea, onde o eleitor cita seu candidato preferido sem uma lista prévia, a liderança de Lula é mais nítida, atingindo 32,6% contra 19,4% de Flávio. Um dado relevante é a lembrança do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, embora inelegível e preso por envolvimento em tramas golpistas, ainda é mencionado por 6% dos entrevistados. Zema e Caiado também aparecem com índices modestos, enquanto uma parcela significativa de 25,3% dos brasileiros afirma ainda não saber em quem votar.

Um fenômeno que ganha força nesta fase da pré-campanha é o crescimento do “voto volátil”. Atualmente, 51,4% dos eleitores admitem que ainda podem mudar de opinião até o dia da eleição, um salto considerável em relação aos 35,5% registrados em janeiro. Esse movimento é mais acentuado no campo da direita e entre nomes da chamada terceira via. Enquanto apenas 26,6% dos eleitores de Lula cogitam trocar de candidato, esse índice sobe para 60,4% entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro e chega a quase 70% no eleitorado de Ronaldo Caiado.

Avaliação de governo e o peso da economia

A gestão do governo Lula enfrenta desafios de popularidade, com 46,4% dos entrevistados classificando o desempenho como ruim ou péssimo, superando os 32,2% que o consideram ótimo ou bom. A segurança pública é um dos pontos críticos da administração, acumulando uma reprovação de 53,9%. Além disso, a percepção econômica pesa negativamente, já que sete em cada dez brasileiros sentiram um aumento no custo de vida no último ano, e 74,7% afirmam que o endividamento e os preços altos serão fatores decisivos para a escolha do voto.

Esse descontentamento reflete-se na pergunta sobre a continuidade do mandato: 51,5% dos brasileiros acreditam que Lula não merece ser reeleito, contra 45% que aprovam sua permanência. No campo institucional, a opinião pública divide-se sobre a anistia aos condenados por atos golpistas, com 41% defendendo a manutenção das penas, enquanto 32% apoiam um perdão amplo. Sobre a soberania das eleições, a maioria de 52% rejeita a interferência ou busca de apoio estrangeiro no processo eleitoral.

A pesquisa Meio Ideia realizou 1.500 entrevistas telefônicas em todo o território nacional entre os dias 3 e 7 de abril. O estudo apresenta um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais. O levantamento foi devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00605/2026.

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