Lua de Sangue tinge o céu de vermelho e atrai olhares em meio à guerra no Oriente Médio; confira fotos e vídeos
Na madrugada desta terça-feira, 3 de março, o mundo testemunhou um evento astronômico duplo: a chegada da “Lua da Minhoca” — como é tradicionalmente chamada a lua cheia deste mês — e um eclipse lunar total.
Para os observadores que acompanharam o fenômeno, o satélite natural da Terra assumiu uma tonalidade avermelhada dramática, transformando-se na famosa “Lua de Sangue”.
O evento foi visível em sua totalidade na América do Norte, América Central e em partes da Ásia e Oceania, enquanto brasileiros e outros moradores da América do Sul puderam contemplar uma versão parcial do espetáculo.
El Salvador
Porto Alegre
Nova Zelândia
Nova Zelândia
EUA
Frederic J. Brown/Getty Images
Cuba
Yamil Lage/Getty Images
O fenômeno no Brasil e no mundo
No território brasileiro, o eclipse manifestou-se de forma sutil, como uma penumbra, já que o ápice do alinhamento ocorreu durante o período diurno no país. O ciclo teve início às 5h44 (horário de Brasília), com a fase de imersão total na sombra terrestre ocorrendo entre as 8h04 e 9h03.
Para quem não conseguiu avistar o fenômeno diretamente no céu, instituições como o Observatório Griffith, na Califórnia, e o projeto The Virtual Telescope disponibilizaram transmissões ao vivo que permitiram o acompanhamento de todas as fases até o encerramento, por volta das 11h23.
A ciência por trás da cor avermelhada
A transformação da Lua em um tom acobreado possui uma explicação física fascinante ligada à atmosfera terrestre. Durante o eclipse total, a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, bloqueando a incidência direta dos raios solares.
No entanto, a atmosfera do nosso planeta filtra a luz: enquanto as cores de onda curta, como o azul, são dispersas, a luz vermelha de onda longa é refratada e “contorna” a Terra, atingindo a superfície lunar.
Na prática, o brilho que vemos na Lua de Sangue é o reflexo de todos os pores e nasceres do sol que acontecem simultaneamente ao redor do mundo.
Registros e simbolismo da Lua da Minhoca
Fotógrafos em diversas partes do globo capturaram imagens impressionantes que já circulam pelas redes sociais. Registros feitos na Nova Zelândia e nas Filipinas mostram desde a sombra curva da Terra avançando sobre os “mares” lunares — como o Mare Crisium e o Mare Fecunditatis — até o disco completamente tingido de vermelho.
O nome “Lua da Minhoca”, que batiza a lua cheia de março, remete ao hemisfério norte, onde o solo começa a descongelar nesta época do ano, permitindo que os primeiros invertebrados e besouros emerjam da terra, sinalizando a chegada da primavera naquela região.