Lua de Sangue tinge o céu de vermelho e atrai olhares em meio à guerra no Oriente Médio; confira fotos e vídeos

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Na madrugada desta terça-feira, 3 de março, o mundo testemunhou um evento astronômico duplo: a chegada da “Lua da Minhoca” — como é tradicionalmente chamada a lua cheia deste mês — e um eclipse lunar total.

Para os observadores que acompanharam o fenômeno, o satélite natural da Terra assumiu uma tonalidade avermelhada dramática, transformando-se na famosa “Lua de Sangue”.

O evento foi visível em sua totalidade na América do Norte, América Central e em partes da Ásia e Oceania, enquanto brasileiros e outros moradores da América do Sul puderam contemplar uma versão parcial do espetáculo.

El Salvador

A lua durante um eclipse lunar total vista de Panchimalco, El Salvador, 3 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Jose Cabezas

Porto Alegre

A ‘Lua de Sangue’ registrada por volta das 5h da manhã desta terça-feira, 3 de março de 2026, na cidade de Porto Alegre (RS) — Foto: EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Nova Zelândia

A lua de sangue totalmente eclipsada brilha sobre a Nova Zelândia.(Crédito da imagem: Mirko Harnisch e Sociedade Astronômica de Dunedin (Nova Zelândia) via Projeto Telescópio Virtual)

Nova Zelândia

O fenômeno da totalidade foi observado no norte da Nova Zelândia pelo fotógrafo Phil Walter.(Crédito da imagem: Foto de Phil Walter/Getty Images

EUA

O eclipse lunar da “lua de sangue” ocorrerá em 3 de março de 2026, em Los Angeles.
 Frederic J. Brown/Getty Images

Cuba

A lua de sangue, vista de Havana, Cuba.
Yamil Lage/Getty Images
O fenômeno no Brasil e no mundo

No território brasileiro, o eclipse manifestou-se de forma sutil, como uma penumbra, já que o ápice do alinhamento ocorreu durante o período diurno no país. O ciclo teve início às 5h44 (horário de Brasília), com a fase de imersão total na sombra terrestre ocorrendo entre as 8h04 e 9h03.

Para quem não conseguiu avistar o fenômeno diretamente no céu, instituições como o Observatório Griffith, na Califórnia, e o projeto The Virtual Telescope disponibilizaram transmissões ao vivo que permitiram o acompanhamento de todas as fases até o encerramento, por volta das 11h23.

A ciência por trás da cor avermelhada

A transformação da Lua em um tom acobreado possui uma explicação física fascinante ligada à atmosfera terrestre. Durante o eclipse total, a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, bloqueando a incidência direta dos raios solares.

No entanto, a atmosfera do nosso planeta filtra a luz: enquanto as cores de onda curta, como o azul, são dispersas, a luz vermelha de onda longa é refratada e “contorna” a Terra, atingindo a superfície lunar.

Na prática, o brilho que vemos na Lua de Sangue é o reflexo de todos os pores e nasceres do sol que acontecem simultaneamente ao redor do mundo.

Registros e simbolismo da Lua da Minhoca

Fotógrafos em diversas partes do globo capturaram imagens impressionantes que já circulam pelas redes sociais. Registros feitos na Nova Zelândia e nas Filipinas mostram desde a sombra curva da Terra avançando sobre os “mares” lunares — como o Mare Crisium e o Mare Fecunditatis — até o disco completamente tingido de vermelho.

O nome “Lua da Minhoca”, que batiza a lua cheia de março, remete ao hemisfério norte, onde o solo começa a descongelar nesta época do ano, permitindo que os primeiros invertebrados e besouros emerjam da terra, sinalizando a chegada da primavera naquela região.

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