Israel mata sobrinho do líder do Hezbollah e comandante em pesado bombardeio em Beirute; Netanyahu avisa que ataques no Líbano vão continuar

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As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram a eliminação de figuras estratégicas ligadas ao Hezbollah durante operações realizadas entre quarta e quinta-feira. Em Chebaa, no sul do Líbano, foi morto Maher Qassem Hamdan, comandante das Brigadas de Resistência Libanesa, organização financiada e operada sob diretrizes do Hezbollah. Hamdan era apontado como o principal articulador de recrutamento, financiamento e logística de armamentos na região. Durante a ação, outros agentes que tentavam fugir do local também foram atingidos pelas forças israelenses.

Simultaneamente, um ataque de precisão em Beirute resultou na morte de Ali Yusuf Harshi, que ocupava o cargo de secretário pessoal e conselheiro sênior de Naim Qassem, o secretário-geral do Hezbollah. Harshi, que era sobrinho do líder da organização, desempenhava um papel vital na segurança e na gestão administrativa do gabinete central. Sua morte ocorreu em meio a uma ofensiva aérea que visava desmantelar a infraestrutura de comando do grupo na capital libanesa.

Desarticulação logística e combates terrestres

A estratégia israelense também focou no bloqueio de rotas de suprimento e movimentação. Ataques noturnos atingiram duas passagens cruciais que interligam as zonas ao norte e ao sul do rio Litani, dificultando o transporte de armamentos e o deslocamento de militantes. Ao todo, a ofensiva destruiu cerca de 10 depósitos de armas, centros de comando e lançadores de foguetes, em um esforço contínuo para degradar o poder de fogo do Hezbollah no sul do Líbano.

No campo terrestre, a 401ª Brigada relatou confrontos diretos após a descoberta de um acesso subterrâneo. Um terrorista foi morto em combate corpo a corpo ao emergir do túnel, onde posteriormente as tropas localizaram um vasto arsenal que incluía explosivos, foguetes e lançadores de RPG. Em outra frente de batalha, a 215ª Brigada de Incêndio neutralizou mais de 70 operativos nos últimos dias, incluindo uma unidade que se preparava para lançar ataques de morteiro contra as posições avançadas de Israel.

Netanyahu: “Continuamos a atacar o Hezbollah com força, precisão e determinação.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou publicamente a continuidade das operações militares no Líbano, destacando que as forças de defesa agem com “força, precisão e determinação”. Em comunicado oficial, o premiê confirmou a eliminação de Ali Yusuf Harashi em Beirute, identificando-o como secretário particular do comando central do Hezbollah. A morte de Harashi é vista como um golpe direto na estrutura administrativa e de segurança do movimento libanês, ocorrendo em meio a uma ofensiva que não dá sinais de interrupção.

Netanyahu enfatizou que a campanha militar busca restaurar a segurança plena para os cidadãos do norte de Israel. Segundo o líder, a estratégia consiste em atacar o Hezbollah de forma sistemática em qualquer localidade que represente uma ameaça, mantendo a pressão sobre a organização até que a estabilidade na fronteira seja restabelecida.

Além das baixas no alto comando, o primeiro-ministro detalhou as incursões noturnas realizadas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF). O foco das operações recentes incluiu a destruição de passagens de fronteira estratégicas, utilizadas para o transporte massivo de armamentos, incluindo milhares de foguetes e lançadores. Netanyahu explicou que a neutralização desses pontos logísticos é fundamental para asfixiar a capacidade de reabastecimento do grupo terrorista.

Os ataques também atingiram depósitos de munição e quartéis-generais situados em pontos-chave do sul do Líbano. De acordo com o governo israelense, a desarticulação desses centros de comando e o confisco de arsenais em áreas civis são passos cruciais para degradar a infraestrutura de guerra do Hezbollah e prevenir novos ataques contra o território de Israel.

Controle operacional e expansão da fronteira

A Brigada de Paraquedistas, operando sob a 98ª Divisão, consolidou o controle sobre setores estratégicos no sul do Líbano após uma semana de incursões intensas. O exército divulgou registros das operações que mostram a localização de depósitos de armas camuflados em áreas civis, contendo dispositivos explosivos e armamento leve destinados a emboscadas. O objetivo central dessa expansão é estabelecer uma linha defensiva sólida que afaste a ameaça imediata das comunidades civis situadas no norte de Israel.

Com o avanço das tropas para novas áreas, os militares buscam garantir o controle operacional total e a neutralização sistemática da infraestrutura remanescente. As operações em terrenos urbanos e rurais visam limpar a região de operativos e garantir que a fronteira permaneça protegida contra futuras incursões ou disparos de projéteis de curto alcance.

O contexto político e a ofensiva coordenada

Na tarde de quarta-feira, as IDF lançaram o que descreveram como a maior onda coordenada de ataques desde o início da “Operação Leão Rugidor”, atingindo mais de 100 centros de comando em Beirute. As ações ocorrem em um momento de incerteza diplomática, seguindo as diretrizes da liderança política israelense.

Apesar dos recentes anúncios de um possível cessar-fogo com o Irã, mediado pelo governo dos Estados Unidos, o cenário no Líbano permanece de conflito aberto. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reforçou que o território libanês não foi incluído em quaisquer acordos de trégua firmados anteriormente, reiterando que as operações militares continuarão até que os objetivos de segurança na fronteira norte sejam plenamente atingidos.

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