Israel inicia invasão terrestre no Líbano para esmagar o Hezbollah após ondas de ataques de drones e mísseis

Compartilhe

As Forças de Defesa de Israel (IDF) deram início a uma nova e decisiva fase militar nesta segunda-feira, ao confirmarem o avanço de tropas terrestres para operações direcionadas contra alvos estratégicos do Hezbollah no sul do Líbano. A incursão, que conta com o envio de reforços militares para o interior da região, visa consolidar uma zona de segurança ampliada. Esta movimentação ocorre em um cenário de escalada regional, após o Hezbollah intensificar ataques contra o território israelense no início deste mês, em meio ao conflito direto que envolve Israel, os Estados Unidos e o regime iraniano.

Estratégia de “Defesa avançada” e neutralização de infraestrutura

O alto comando militar detalhou que a 91ª Divisão Regional “Galileia” liderou a entrada no setor leste do sul do Líbano ainda na noite de sábado. Durante o avanço, as tropas israelenses entraram em confronto direto com operativos do Hezbollah, resultando na eliminação de diversas frentes terroristas. Segundo as IDF, o objetivo central da manobra é estabelecer uma “defesa avançada”, o que inclui a destruição sistemática de túneis e depósitos de armas, criando uma barreira física que impeça novas ameaças aos residentes do norte de Israel.

As Forças de Defesa de Israel 
anunciaram que estão realizando 
ataques contra alvos do Hezbollah em Beirute, a capital libanesa.
Condições para o retorno de civis e espelhamento do modelo de Gaza

O ministro da Defesa, Israel Katz, adotou um tom rígido ao declarar que a operação não tem data para terminar e que os libaneses xiitas deslocados das áreas ao sul do rio Litani não poderão retornar às suas casas enquanto a segurança na Galileia não for plenamente garantida. Katz traçou um paralelo direto entre a atual campanha no Líbano e as operações realizadas contra o Hamas em Gaza, citando como exemplo as intervenções em Rafah e Beit Hanoun. A ordem do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é clara: destruir toda a infraestrutura de fronteira para inviabilizar o retorno operacional do Hezbollah.

Crise humanitária e o destino da liderança do Hezbollah

Enquanto Israel realiza bombardeios de artilharia e ataques aéreos em larga escala para “limpar” o terreno antes do avanço da infantaria, a crise política e humanitária no Líbano se agrava. O ministro Katz destacou que as ações do atual líder do Hezbollah, Naim Qassem — que estaria operando de um esconderijo —, transformaram mais de um milhão de cidadãos libaneses em refugiados. Em uma declaração contundente, Katz advertiu que, caso Qassem tente seguir os passos de seus antecessores assassinados, como Hassan Nasrallah e o líder iraniano Ali Khamenei, terá o mesmo destino.

A atual onda de violência interrompe um período de relativa calma que havia sido estabelecido por um acordo de cessar-fogo em novembro de 2024. Desde o dia 2 de março, o Hezbollah retomou os ataques sistemáticos em retaliação a ações israelenses contra a liderança iraniana, lançando uma média diária de 100 foguetes e dezenas de drones. Embora o grupo terrorista opere majoritariamente a partir do sul do Líbano, as IDF responderam com novos ataques aéreos durante a madrugada em Beirute, atingindo redutos estratégicos da organização na capital libanesa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

www.clmbrasil.com.br