Israel alerta Berlim e Washington sobre risco iminente de ataques iranianos em bases da OTAN
Os serviços de inteligência do Irã passaram a monitorar estrategicamente instalações militares dos Estados Unidos em território alemão, com foco particular nas bases aéreas de Ramstein e Spangdahlem. A movimentação ocorre em meio a crescentes temores de atentados encobertos decorrentes da escalada do conflito geopolítico com o governo iraniano.
De acordo com informações divulgadas pelo portal de notícias alemão WirtschaftsWoche com base em relatos de oficiais de inteligência ocidentais, o alerta inicial partiu de Israel há cerca de três semanas. O governo israelense repassou as informações aos parceiros americanos e alemães, destacando a vulnerabilidade de locais que fornecem suporte logístico e operacional direto para as operações militares dos Estados Unidos na região.
Importância estratégica das instalações alvo
As instalações na mira dos serviços iranianos desempenham papéis cruciais para a arquitetura de defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A Base Aérea de Ramstein, especificamente, funciona como o quartel-general das Forças Aéreas norte-americanas na Europa e na África, além de abrigar o Comando Aéreo Aliado da OTAN, o que a torna um ponto nevrálgico de grande relevância estratégica.
As avaliações de segurança produzidas pelos órgãos de inteligência apontam o risco iminente de ações hostiles, com destaque para a possibilidade de ataques utilizando veículos aéreos não tripulados, os drones. Contudo, os relatórios preliminares ainda não conseguiram precisar uma data exata para eventuais investidas nem detalhar alvos secundários específicos dentro dos complexos militares.
Repercussão oficial e silêncio das autoridades
A gravidade da situação ganhou repercussão internacional no último sábado, quando o jornal The New York Times corroborou as informações ao notificar que Israel havia formalmente advertido Berlim sobre o risco elevado de atentados direcionados às bases operadas pelos norte-americanos no país europeu.
Até o momento, nem o Ministério da Defesa da Alemanha nem o comando das forças militares dos Estados Unidos estacionadas no território alemão se manifestaram publicamente ou responderam prontamente aos pedidos de comentários feitos pela imprensa internacional sobre as investigações em curso.