Irã detalha plano de guerra contra os EUA para incendiar o Oriente Médio e paralisar economia global
A agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), divulgou um documento estratégico detalhando como o Irã responderia a um eventual conflito direto com os Estados Unidos. O plano projeta uma escalada multifacetada que inclui bombardeios massivos de mísseis, operações cibernéticas coordenadas e o uso de grupos aliados para cercar as forças americanas em diversas frentes.
A estratégia iraniana pressupõe um cenário inicial de ataques dos EUA contra instalações nucleares e militares em áreas populosas, ao qual Teerã responderia com uma contraofensiva imediata focada em bases regionais dos Estados Unidos.
Táticas de saturação e o papel do eixo da resistência
O documento destaca que o Irã confia em sua infraestrutura subterrânea reforçada e em redes de comando redundantes para sobreviver a uma ofensiva inicial e manter a capacidade de retaliação. A tática central envolve a utilização de grandes salvas de mísseis balísticos e drones, projetadas para sobrecarregar sistemas de defesa avançados como o Patriot e o THAAD.
Simultaneamente, o chamado “eixo da resistência” — composto pelo Hezbollah no Líbano, rebeldes Houthis no Iêmen e milícias no Iraque — abriria frentes paralelas de combate. Essa coordenação visa dispersar o foco militar de Washington e transformar a região em um campo de batalha hostil e fragmentado.
Ofensiva cibernética e bloqueio do comércio global
Além do confronto físico, o plano detalhado pela Tasnim prevê uma ofensiva digital agressiva contra setores estratégicos dos Estados Unidos e seus aliados, incluindo transporte, energia, finanças e comunicações militares. No campo geográfico, o Irã planeja utilizar o Estreito de Ormuz como arma econômica. Ao restringir a passagem pelo canal, por onde transita 20% do petróleo e gás mundial, Teerã busca abalar os mercados internacionais e minar o apoio político a uma intervenção prolongada. O objetivo final não é a vitória militar definitiva sobre a potência americana, mas tornar o custo da guerra proibitivo para a Casa Branca.
Nova doutrina ofensiva e tensões diplomáticas
A divulgação deste plano estratégico ocorre em um momento de extrema sensibilidade diplomática, coincidindo com a revisão da doutrina militar iraniana anunciada pelo major-general Abdolrahim Mousavi. Após os recentes confrontos com Israel, o Irã adotou oficialmente uma postura mais ofensiva.
O alerta foi reforçado pelo Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, que advertiu que qualquer iniciativa de guerra por parte dos americanos resultará em um conflito de escala regional. O documento vem à tona em meio a trocas de ameaças com o governo Donald Trump e no momento em que novas rodadas de negociações estavam previstas para ocorrer em Omã.


