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Irã ameaça destruir infraestrutura do Golfo Pérsico se EUA atacarem seu território

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O governo do Irã transmitiu um aviso severo a diversos países do Golfo Pérsico, informando que poderá retaliar contra instalações de energia e outros alvos estratégicos na região caso os Estados Unidos promovam novas ofensivas militares em território iraniano. Os recados foram enviados por canais diplomáticos de alto nível após declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que no final de julho ameaçou alvejar a rede elétrica e outras infraestruturas essenciais do país persa.

Diante da tensão, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, repassou a advertência diretamente a seus homólogos de nações como Arábia Saudita, Catar, Turquia e Paquistão, cobrando que esses governos utilizem sua influência diplomática para frear uma escalada do conflito. Teerã detalhou que uma eventual agressão americana resultará em respostas diretas contra refinarias, redes elétricas, sistemas hídricos, rotas de transporte e campos petrolíferos localizados nos países vizinhos do Golfo. Apesar da firmeza na advertência, autoridades iranianas reforçaram que priorizam uma saída negociada para conter destruições generalizadas na região.

Pressão por negociações e histórico de rupturas

O ultimato iraniano coincide com uma intensa mobilização diplomática liderada por governos como Arábia Saudita, Catar e Omã, que tentam convencer Washington a retomar o diálogo com Teerã. Relatos indicam que Riad pediu formalmente a Trump o adiamento de qualquer investida militar, sinalizando que a própria Arábia Saudita daria respostas defensivas caso seu território fosse atingido. A estratégia iraniana busca elevar o custo político e econômico de uma intervenção americana, tentando evitar ao mesmo tempo um confronto militar de proporções descontroladas no Oriente Médio.

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O atual cenário de hostilidades foi agravado no início de julho, quando o presidente dos Estados Unidos encerrou unilateralmente o cessar-fogo que havia sido firmado em meade de junho. A quebra da trégua foi seguida por uma série de bombardeios aéreos americanos contra o Irã, justificada por Washington como retaliação a supostas agressões iranianas contra navios mercantes no Estreito de Ormuz. Por outro lado, Teerã acusou os Estados Unidos de desrespeitarem acordos prévios e respondeu à ofensiva disparando contra bases militares americanas fixadas na região.

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

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