Irã ameaça base do Reino Unido e declara novo alvo após ataque com bombardeiros dos EUA
O governo do Irã elevou o tom da retórica militar nesta quinta-feira ao declarar que passará a tratar instalações militares do Reino Unido como alvos legítimos. A Guarda Revolucionária iraniana acusa os Estados Unidos de utilizarem uma estrutura britânica para realizar ataques aéreos contra o território do país, marcando um potencial ponto de virada no envolvimento de nações europeias no conflito.
Em nota oficial, Teerã afirmou que os EUA recorreram a bombardeiros B-1 lançados a partir da base aérea de Fairford, localizada no oeste da Inglaterra, após o suposto esgotamento de mísseis de cruzeiro mantidos em embarcações no Oceano Índico. A Guarda Revolucionária assegurou que qualquer ponto de apoio logístico ou operacional usado em investidas contra o país entrará na mira de suas forças de retaliação. Apesar da gravidade da declaração, as autoridades iranianas não apresentaram provas concretas do envolvimento direto da base britânica na operação.
Tensão na Europa e expansão do conflito
A inclusão do Reino Unido na lista de potenciais alvos representa uma ampliação no escopo de ameaças da guerra no Oriente Médio. Até então, as respostas do Irã concentravam-se em instalações norte-americanas e em países árabes vizinhos que abrigam tropas dos EUA. O anúncio renova os receios de governos europeus quanto à capacidade defensiva e ao alcance real do arsenal de mísseis balísticos iranianos, pauta que já havia gerado preocupação após incidentes na base conjunta de Diego Garcia.
Novos bombardeios e declarações de Washington
Paralelamente às ameaças à Europa, o cenário de hostilidades diretas segue em expansão. Mídia estatal iraniana reportou novas explosões na ilha de Qeshm, ponto estratégico no Estreito de Ormuz, atribuindo o ataque às forças norte-americanas. Por sua vez, a Casa Branca sinalizou a intenção de intensificar ainda mais as ações militares na região, indicando que a escala das futuras operações poderá superar o volume de ataques registrados nas fases anteriores do conflito.