Inglaterra toma susto histórico, mas vira com gols de Harry Kane e pega o México nas oitavas
A seleção inglesa respirou aliviada após um confronto dramático que quase culminou em uma eliminação precoce. Até os 74 minutos de jogo, os comandados de Thomas Tuchel perdiam por 1 a 0 para a República Democrática do Congo. No entanto, o talento e a estrela de Harry Kane brilharam no momento decisivo. Com duas assistências precisas de Anthony Gordon, o centroavante garantiu a virada por 2 a 1 e carimbou o passaporte inglês para enfrentar o México nas oitavas de final.
O cenário de drama começou a se desenhar logo aos 7 minutos da primeira etapa. Após uma falha de Djed Spence, que não conseguiu interceptar a corrida de Yoane Wissa, a bola sobrou para Brian Kibambe Cipenga. O ex-jogador do Castellón e atual reforço do Almería bateu rasteiro no canto mais próximo, surpreendendo o goleiro Jordan Pickford. O gol entrou para a história, sendo o primeiro gol da seleção da República Democrática do Congo em uma fase eliminatória de Copa do Mundo.
O gol sofrido desestabilizou a Inglaterra, que se viu atrás no placar pela primeira vez no torneio. A equipe abusou de passes imprecisos e erros de controle. A primeira grande chance de empate veio de forma inusitada aos 28 minutos, quando um desvio de coxa do zagueiro Ezri Konsa raspou a trave após uma falha defensiva adversária. A partir dos 30 minutos, o goleiro congolês Lionel Nzau Mpasi começou a se destacar, operando um milagre em cabeçada de Jude Bellingham. Na sequência, a pressão aumentou com chances de Kane e Marcus Rashford, esta última salva em cima da linha por Aaron Wan-Bissaka.
Polêmica e quase o segundo do Congo
Apesar da pressão inglesa, o Congo quase ampliou aos 42 minutos. Em um contra-ataque rápido, Wissa carimbou a trave de Pickford. Logo depois, o árbitro Adham Makhadmeh esteve no centro das atenções ao negar um pênalti sofrido por Harry Kane, gerando revolta no ex-jogador e comentarista Michael Owen, que classificou a decisão como uma vergonha absoluta. Nos acréscimos do primeiro tempo, o goleiro Mpasi consolidou sua grande atuação ao defender mais duas finalizações à queima-roupa de Bellingham e Kane.
Na segunda etapa, a tônica do jogo se manteve com o Congo recuado e a Inglaterra pressionando. Rashford e Bellingham pararam novamente na defesa e nas intervenções de Mpasi. Diante do relógio correndo contra, o técnico Thomas Tuchel decidiu arriscar tudo. O treinador recuou Declan Rice para a lateral direita e promoveu as entradas de Anthony Gordon, Bukayo Saka e Eberechi Eze. A ousadia tática surtiu efeito imediato. Aos 75 minutos, após uma triangulação na ala direita, Gordon recebeu de Rice e cruzou com precisão para Kane se antecipar à marcação e cabecear para as redes, empatando o duelo.
O foguete de Kane e a classificação selada
A igualdade no placar deu novo gás aos ingleses. Embora Bellingham tenha perdido mais uma chance cara a cara com Mpasi aos 86 minutos, a insistência britânica foi coroada logo em seguida. Em mais uma jogada construída por Gordon, Kane recebeu na entrada da área, limpou a marcação de Mbemba e Tuanzebe e soltou uma bomba de mais de 100 km/h, sem chances para o goleiro. Nos acréscimos, uma última tentativa de falta cobrada por Bellingham explodiu na barreira, sacramentando a eliminação honrosa do Congo e a sobrevivência da Inglaterra sob a máxima de que o atacante do Bayern de Munique salvou o English Team.