Furacão Karina explode em intensidade no Pacífico e atinge a temida categoria 4 com ventos de 233 km/h
O furacão Karina alcançou a categoria 4 nesta segunda-feira (31), impulsionado por um processo contínuo de intensificação que teve início após o sistema atingir o status de furacão no domingo (30). Conforme os dados divulgados pelo Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC), o fenômeno desloca-se rumo ao oeste sobre as águas abertas do oceano Pacífico, registrando ventos máximos sustentados de 233 quilômetros por hora.
Na escala Saffir-Simpson, estruturada em cinco níveis de severidade, a categoria 4 abrange ventos que variam de 210 a 250 quilômetros por hora. Tempestades com essa potência técnica têm capacidade destrutiva para arrancar telhados, comprometer estruturas civis, derrubar árvores e postes de energia, além de provocar apagões prolongados nas regiões atingidas de forma direta.
O núcleo do Karina localiza-se a aproximadamente 1.640 quilômetros a oeste-sudoeste do extremo sul da península da Baixa Califórnia, no México. Devido à grande distância em relação a terra firme, as autoridades meteorológicas não emitiram quaisquer avisos ou alertas para as zonas costeiras, visto que o ciclone não representa perigo imediato ao continente.
Risco de ressacas e mar agitado
Apesar de o olho do furacão permanecer distante de áreas habitadas, o Serviço Meteorológico adverte que o swell gerado pelo sistema impactará partes da costa mexicana e poderá atingir o sul da Califórnia. Diante da previsão de ondas fortes e condições marítimas perigosas, comunidades costeiras e surfistas foram formalmente orientados a redobrar a cautela nas praias.
Monitoramento da tempestade Lowell
Em paralelo à trajetória de Karina, o Pacífico registra a movimentação da tempestade tropical Lowell, situada a cerca de 1.380 quilômetros a leste-sudeste do Havaí. O sistema avança para o oeste com ventos sustentados de até 97 quilômetros por hora e apresenta potencial para se transformar em furacão entre esta segunda-feira (31) e a terça-feira (1º). Embora não cause ameaça terrestre imediata neste momento, o fenômeno poderá aproximar-se das ilhas havaianas ao longo da semana.