Flávio Bolsonaro dispara no RS e abre 14 pontos de vantagem sobre Lula, mostra nova pesquisa
Um novo levantamento da Brasmarket revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL) desponta na liderança da corrida presidencial entre os eleitores do Rio Grande do Sul. No cenário estimulado — quando os nomes dos candidatos são apresentados —, o parlamentar alcança 42,2% da preferência, abrindo uma vantagem considerável sobre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aparece com 28,2%.
Abaixo dos dois principais nomes, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), registra 4,6%. Os candidatos Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem na sequência com 0,4% e 0,3%, respectivamente. O grupo de eleitores que declarou voto em branco ou nulo soma 8,3%, enquanto 16% dos gaúchos não souberam ou preferiram não opinar.
Quando os eleitores são questionados sem uma lista prévia de candidatos (cenário espontâneo), o número de indecisos cresce significativamente, atingindo 45,4%. Nessa modalidade, Flávio Bolsonaro mantém o topo com 22,8%, seguido de perto por Lula, com 19,1%. O ex-presidente Jair Bolsonaro também foi lembrado por 7,6% dos entrevistados, enquanto demais nomes não ultrapassaram a marca de 2%.
Perfil do eleitorado e distribuição regional
A análise detalhada dos dados mostra que a força de Flávio Bolsonaro se concentra majoritariamente no público masculino e entre eleitores com faixas mais altas de renda e escolaridade. Já o presidente Lula encontra seu melhor desempenho relativo entre os cidadãos de menor renda.
Geograficamente, o senador do PL domina a maioria das regiões gaúchas. A vantagem sobre os adversários se torna ainda mais acentuada nas áreas do interior, perdendo intensidade apenas na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde o cenário se mostra mais equilibrado.
Dados técnicos da pesquisa
O levantamento da Brasmarket foi realizado entre os dias 17 e 21 de abril de 2026, ouvindo 1.200 eleitores em todo o estado. A pesquisa apresenta uma margem de erro de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02697/2026.