Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em votos válidos a cinco dias do segundo turno
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem em situação de empate técnico no limite da margem de erro, de acordo com pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20). No cálculo dos votos válidos — que excluem brancos, nulos e indecisos —, o senador lidera com 52%, enquanto o atual mandatário registra 48%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o cenário é de forte acirramento para o pleito marcado para o próximo domingo, 25 de outubro.
No panorama dos votos totais, que computam a totalidade do eleitorado, Flávio Bolsonaro pontua 48%, contra 45% de Lula. O levantamento aponta ainda que 5% dos entrevistados pretendem votar em branco ou nulo, ao passo que 2% não souberam ou preferiram não responder. Esta é a primeira sondagem realizada pelo instituto voltada especificamente para este segundo turno.
Preferência espontânea e índice de rejeição
Na modalidade de voto espontâneo, em que os nomes dos concorrentes não são apresentados previamente aos eleitores, a disputa mantém a mesma proximidade. Flávio Bolsonaro atinge 47%, enquanto Lula marca 44%. Os eleitores que optam por anular ou votar em branco somam 5%, e os indecisos representam 4%.
No tocante à rejeição, o índice mais elevado recae sobre o atual chefe do Executivo: 35% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum. Logo em seguida aparece o parlamentar do PL, rejeitado por 33%. O levantamento também indica que 28% rejeitam ambos os nomes e apenas 4% declaram não ter restrições a nenhum dos dois candidatos.
Fidelidade do eleitorado e consolidação do voto
A pesquisa revela um alto grau de consolidação da escolha popular a poucos dias da votação. No total, 93% dos entrevistados afirmam que a decisão está totalmente definida, enquanto apenas 7% admitem a possibilidade de mudar de ideia até o dia da eleição.
Entre os eleitores declarados de Flávio Bolsonaro, a fidelidade é de 94% daqueles que não mudariam de voto de forma alguma; outros 4% dizem que dificilmente trocariam de candidato, e 2% admitem migrar para a base lulista. Do lado de Lula, 90% asseguram que não alterariam o voto de jeito nenhum, 7% relatam que dificilmente mudariam de opinião e 3% reconhecem a hipótese de votar no adversário.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-02952/2026. A coleta de opiniões envolveu 2.000 entrevistas realizadas entre os dias 15 e 19 de outubro, com um índice de confiança estimado em 95%.