Flávio acusa Lula de uso eleitoreiro da Petrobras e alerta para ‘bomba’ nos combustíveis, após zerar imposto da gasolina
O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, manifestou oposição nesta sexta-feira (9) ao que classificou como uso eleitoreiro da Petrobras. Em declaração à imprensa após reunir-se com lideranças políticas na Ilha do Itanhangá, localizada na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro, o político sustentou que a política de preços adotada pela estatal poderá gerar um impacto severo para os consumidores logo após o pleito eleitoral.
Segundo Flávio, a gestão federal estaria utilizando a empresa estatal com objetivos políticos por meio da concessão temporária de subsídios. Na avaliação do candidato, a interrupção dessas medidas de desoneração resultará em um repasse imediato de custos para as bombas, elevando de forma expressiva o preço final pago pela população pelo combustível logo após o período de votação.
Novas medidas econômicas do governo
A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o Ministério da Fazenda divulgou um pacote de ações voltado a conter a escalada nos preços dos combustíveis, impulsionada pelo cenário de conflito no Irã. Entre as iniciativas anunciadas estão a prorrogação e ampliação da desoneração da gasolina, a desoneração do etanol hidratado e o incremento nas subvenções direcionadas tanto ao etanol quanto ao diesel.
Como parte do conjunto de diretrizes, o governo determinou a anulação temporária da tributação federal incidente sobre a gasolina pelo prazo de um mês, mantendo o princípio de neutralidade fiscal. Especialistas apontam que, embora o risco de encarecimento exista com o encerramento do benefício, o valor final cobrado ao consumidor final dependerá de fatores como a dinâmica de mercado, os custos operacionais de distribuição e a margem praticada pelos postos revendedores.
Posicionamento sobre privatização e gestão
Durante a conversa com os jornalistas, o candidato também abordou especulações a respeito do futuro da companhia em um eventual governo. Flávio descartou de forma categórica qualquer plano de privatização da estatal, classificando os rumores como boatos disseminados por adversários políticos.
Além disso, o candidato preferiu não antecipar nomes ou cotados para assumir o comando da empresa em uma possível futura gestão, optando por focar as críticas na condução econômica atual da Petrobras e nos reflexos das políticas governamentais para o setor energético.