Ex-pesquisador da DeepMind afirma que a inteligência artificial pode matar toda a humanidade
Um ex-pesquisador da DeepMind, principal laboratório de inteligência artificial do Google, uniu-se às vozes do setor que alertam para os potenciais perigos da tecnologia à humanidade. Bilal Chughtai, que integrou a equipe em Londres até julho, declarou em redes sociais acreditar sinceramente que a IA tem o potencial de eliminar a espécie humana, apontando que o tempo para evitar esse desfecho pode estar se esgotando.
Segundo o especialista, o desenvolvimento de sistemas superinteligentes capazes de superar o desempenho humano em todas as áreas deve ocorrer nos próximos anos, sem garantias de que obedecerão aos comandos humanos. Chughtai destacou que o conhecimento atual para alinhar essas ferramentas aos objetivos da sociedade permanece rudimentar, enquanto os avanços tecnológicos superam a capacidade de controle.
O crescimento das preocupações no setor
O debate ganhou força com a recente renúncia de Jacob Coxon, pesquisador da Anthropic, motivada pela crença interna de que a IA representa riscos existenciais ainda nesta década. A posição gerou ecos em lideranças como Dario Amodei, CEO da Anthropic, além de figuras proeminentes como Elon Musk e Sam Altman, que têm defendido cautela e a desaceleração no ritmo de desenvolvimento das ferramentas mais avançadas.
Contraponto político e econômico
Em contraste com os avisos do meio acadêmico e corporativo, o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou como infundados os temores de que a tecnologia possa dominar ou destruir a humanidade. A avaliação foi reforçada durante a All-In Summit, em conversa telefônica com o CEO da Nvidia, Jensen Huang, na qual ambos minimizaram os riscos associados ao avanço global do setor.