EUA iniciam nova ofensiva aérea contra o Irã, tensão regional dispara e petróleo Brent ultrapassa US$ 100

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O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou o início da 12ª onda consecutiva de ataques aéreos contra alvos no Irã, em meio à forte escalada das tensões militares entre Washington e Teerã. De acordo com o comunicado oficial divulgado pela entidade militar, as incursões foram autorizadas diretamente pelo comando superior e visam neutralizar alvos estratégicos no território iraniano. O objetivo declarado da operação é enfraquecer a capacidade do país de ameaçar a navegação civil e o tráfego comercial nas rotas marítimas da região.

Em resposta aos desdobramentos e ao aumento das hostilidades regionais, comandantes militares do Kuwait informaram que seus sistemas de defesa aérea foram acionados para interceptar uma investida de drones atribuída às forças iranianas. O Estado-Maior do Exército kuwaitiano declarou, em nota oficial lançada em suas redes sociais, que suas forças atuaram prontamente para neutralizar o ataque hostil em seu espaço aéreo.

Impactos em solo iraniano e retórica local

Em solo iraniano, agências de notícias locais relataram que os mísseis norte-americanos atingiram áreas no sudoeste do país, nas proximidades da cidade de Andimeshk. Autoridades da província de Khuzistão, como o vice-diretor de segurança Valiullah Hayati, confirmaram a ocorrência das explosões na região, classificando a ação como uma agressão direta das forças dos EUA, embora detalhes adicionais sobre danos ou vítimas não tenham sido divulgados de imediato.

Preço do petróleo dispara e Brent ultrapassa marca de US$ 100 com tensões no Oriente Médio

Em meio ao escalonamento das tensões no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho — duas das vias marítimas mais estratégicas para o escoamento global de crivo —, os contratos futuros do petróleo Brent registraram forte valorização nesta quinta-feira. A cotação da commodity saltou mais de 6%, alcançando o patamar de US$ 100,23 por barril e renovando o maior pico intradiário visto desde maio, impulsionada pelo receio do mercado em relação a possíveis gargalos no fornecimento mundial.

 Foto: XNY/Star Max/GC Images.

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