EUA exigem expulsão de China e Rússia da Venezuela em troca de produção de petróleo
O governo dos Estados Unidos estabeleceu um conjunto rigoroso de pré-requisitos para permitir que a Venezuela amplie sua produção de petróleo. De acordo com informações da ABC News, as exigências foram comunicadas diretamente a Delcy Rodríguez, que exerce a presidência interina do país.
A estratégia visa não apenas reformular a economia venezuelana, mas garantir que o fluxo de recursos seja monitorado diretamente pela Casa Branca.
Ruptura com aliados estrangeiros
A primeira condição imposta exige que a Venezuela rompa definitivamente seus laços econômicos e políticos com nações consideradas adversárias pelos EUA. O plano detalha a necessidade de expulsar influências da China, Rússia, Irã e Cuba do território venezuelano.
Esta exigência busca isolar o governo de Rodríguez de seus suportes internacionais, forçando uma reorientação da política externa em troca da viabilidade do setor energético.
Controle direto da Casa Branca
Em uma declaração via rede social, o presidente Donald Trump elevou o tom da negociação ao afirmar que controlará pessoalmente os fundos gerados pela venda de milhões de barris de petróleo venezuelano. Segundo o mandatário, as autoridades interinas devem entregar entre 30 e 50 milhões de barris de alta qualidade aos Estados Unidos.
Trump enfatizou que o montante arrecadado com a venda a preço de mercado ficará sob sua custódia direta, com o objetivo declarado de garantir que o capital beneficie tanto o povo venezuelano quanto os interesses americanos.
Exclusividade e logística imediata
Para viabilizar o plano, Trump instruiu o secretário de Energia, Chris Wright, a implementar o processo de transporte e venda de forma imediata. A determinação prevê que o produto seja deslocado em navios-tanque diretamente para os portos de descarga nos Estados Unidos, estabelecendo o país como parceiro exclusivo na produção e comercialização do petróleo bruto pesado. Essa manobra consolidaria o controle de Washington sobre as reservas venezuelanas e eliminaria a participação de outros compradores globais.
O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou a pressão ao indicar que a Venezuela possui pouco tempo de manobra. Com os navios-tanque operando em capacidade máxima e sem escoamento, Caracas pode enfrentar a insolvência financeira em poucas semanas. Paralelamente, o senador Roger Wicker, do Comitê de Serviços Armados, confirmou que a estratégia foca no sufocamento econômico e no controle dos recursos, descartando, por ora, a necessidade de intervenção militar para que os objetivos da Casa Branca sejam alcançados.


