EUA enviam segundo porta-aviões para reforçar bloqueio naval intransponível ao Irã enquanto força conjunta aguarda ordem para agir
O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou nesta sexta-feira o fortalecimento da presença militar norte-americana no Oriente Médio com o envio de um segundo porta-aviões para reforçar o bloqueio naval contra o Irã. Segundo o chefe do Pentágono, a operação já estabeleceu um cerco considerado “intransponível” que se estende do Golfo de Omã até o oceano aberto. Hegseth enfatizou que a Marinha dos EUA tem atuado com rigor na aplicação das restrições, sem abrir margem para concessões ou hesitações.
Durante coletiva de imprensa, o secretário destacou que o bloqueio assumiu proporções globais. Ele informou a apreensão recente de duas embarcações que haviam deixado portos iranianos pouco antes do início oficial das sanções, numa tentativa frustrada de escapar da vigilância. Acompanhado pelo General Dan Caine, Chefe do Estado-Maior Conjunto, Hegseth reiterou que a capacidade militar dos Estados Unidos permanece inigualável e acusou o governo iraniano de adotar posturas comparáveis ao terrorismo e à pirataria.
Superioridade estratégica e oferta de acordo
A retórica de Washington segue a linha do presidente Donald Trump, descrevendo o Irã como uma nação em estado de devastação econômica e militar. Hegseth afirmou que a força naval iraniana foi neutralizada, sugerindo que o controle das rotas marítimas globais pertence aos EUA. Apesar da postura agressiva, o Pentágono afirma que Teerã possui uma “oportunidade histórica” para negociar um novo acordo, desde que aceite os termos propostos pela Casa Branca.
Dados divulgados pelo Comando Central (CENTCOM) reforçam a magnitude da operação. Pela primeira vez em décadas, três porta-aviões — USS Abraham Lincoln, USS Gerald R. Ford e USS George H.W. Bush — operam simultaneamente na região. O contingente mobilizado ultrapassa 15.000 militares e conta com o suporte de mais de 200 aeronaves, consolidando o que o governo americano descreve como um domínio total das águas territoriais e internacionais adjacentes ao Irã.
Forças Armadas dos EUA mantêm prontidão total para retomar ofensiva contra o Irã
O General Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, afirmou nesta sexta-feira que as tropas americanas estão estrategicamente posicionadas e prontas para reiniciar as operações militares contra o Irã a qualquer momento. Durante coletiva de imprensa, o general destacou que, embora o presidente Donald Trump tenha optado pela extensão do cessar-fogo, a força conjunta permanece em estado de alerta máximo. Caine relembrou que já se completaram 35 dias desde a ordem inicial para ações de combate, reforçando que o comando militar aguarda apenas novas diretrizes superiores para agir.
Impasse diplomático e divergências sobre o cessar-fogo
No campo diplomático, o cenário é de incerteza após o presidente Donald Trump anunciar a prorrogação unilateral do cessar-fogo estabelecido em 7 de abril. A justificativa de Washington para a medida é uma suposta divisão interna no governo iraniano. No entanto, Trump ordenou que as Forças Armadas mantenham o bloqueio ativo e em prontidão operacional, especialmente após o cancelamento das negociações que ocorreriam em Islamabad, no Paquistão.
Por outro lado, a versão de Teerã conflita com os anúncios da Casa Branca. A agência de notícias estatal Tasnim afirmou que o Irã não solicitou qualquer extensão de trégua, interpretando o movimento de Trump como uma tentativa de mascarar um fracasso estratégico. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que o país se retirou da mesa de negociações em razão das posturas contraditórias de Washington, aprofundando o isolamento entre as duas nações.