EUA defendem entrada de Israel em guerra liderada pelos sauditas no Iêmen em meio à escalada com os Houthis
O governo dos Estados Unidos defendeu publicamente que a Arábia Saudita aceite o apoio militar de Israel no combate aos rebeldes houthis no Iêmen. A declaração foi feita pelo presidente Donald Trump durante conversa com jornalistas, ocasião em que destacou que Tel Aviv tem desempenhado um papel relevante de suporte a Riad e expressou confiança de que os sauditas concordarão com essa cooperação.
A sinalização da Casa Branca ocorre após revelações do jornal israelense Haaretz sobre a intenção do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de integrar a campanha militar liderada pelos sauditas no território iemenita, contando com a mediação norte-americana. Apesar da articulação, Riad demonstra cautela e resistência, temendo reações adversas na opinião pública interna. Embora mantenham canais discretos de comunicação, o avanço das relações formais entre sauditas e israelenses segue condicionado a passos concretos para a criação de um Estado palestino independente.
Escalada militar e retaliação dos EUA
A proposta de aproximação se insere em um momento de acentuada deterioração da segurança na região. Nas últimas semanas, os confrontos entre a coalizão liderada por Riad e o grupo rebelde iemenita — aliado do Irã — ganharam novos contornos de gravidade. Os houthis reivindicaram investidas recentes contra posições estratégicas, incluindo um ataque ao palácio presidencial em Áden, onde tropas sauditas estariam concentradas, e bombardeios ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, ao norte da capital saudita, que deixaram dezenas de mortos e centenas de feridos.
Diante do agravamento das hostilidades, a administração norte-americana avalia uma intervenção mais direta no conflito. Ao classificar as ações recentes dos rebeldes como inaceitáveis, a Casa Branca indicou que acompanha de perto o cenário e que decisões sobre uma eventual ação militar dos Estados Unidos no Iêmen poderão ser tomadas de forma rápida.