Drones russos perto da fronteira levam país da OTAN a acionar jatos F-16 e emitir alerta à população
Em um episódio que reforça a tensão na fronteira leste da aliança atlântica, a Romênia, integrante da OTAN, mobilizou caças F-16 na manhã desta sexta-feira (2). A ação ocorreu após o sistema de monitoramento do Ministério da Defesa Nacional identificar drones russos em direção a portos ucranianos localizados no Rio Danúbio, região limítrofe com o território romeno. Por volta das 11h50, duas aeronaves da 86ª Base Aérea de Fetești foram enviadas para patrulhar o espaço aéreo no norte do condado de Tulcea.
Embora a população local tenha recebido alertas via sistema RO-Alert, as autoridades confirmaram que não houve violação da soberania aérea da Romênia ou da OTAN, encerrando a missão de vigilância pouco após o meio-dia.
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Escalada de acusações e ataques em Kherson
A movimentação militar na fronteira ocorre em um contexto de hostilidades intensas no início de 2026. Moscou acusou Kiev de um ataque em uma vila ocupada na região de Kherson durante as celebrações de Ano Novo, que teria resultado na morte de 24 pessoas.
O governo ucraniano, por sua vez, refutou as alegações de crimes de guerra, classificando-as como uma tentativa russa de desestabilizar os esforços diplomáticos. Segundo o comando de Kiev, as operações ucranianas têm como alvos exclusivos infraestruturas de energia e instalações militares da Federação Russa, visando enfraquecer a capacidade logística do invasor.
Diplomacia e o destino do acordo de paz
No campo diplomático, o presidente Volodymyr Zelensky declarou em sua mensagem de Ano Novo que um possível acordo de paz já está “90% concluído”. No entanto, o líder ucraniano ressaltou que os pontos restantes envolvem questões territoriais sensíveis que decidirão o futuro da Ucrânia e da estabilidade europeia.
Paralelamente, o governo dos Estados Unidos, por meio do enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, iniciou diálogos com conselheiros de segurança da Grã-Bretanha, França e Alemanha. O objetivo das discussões é estabelecer mecanismos de segurança robustos e garantias que impeçam a retomada do conflito após uma eventual assinatura de cessar-fogo.
Vigilância contínua no flanco oriental
A proximidade das investidas russas aos limites da OTAN mantém os estados-membros em alerta máximo. A estratégia da aliança foca agora na capacidade de resposta rápida e na dissuasão, buscando evitar que erros de cálculo ou destroços de ataques contra a Ucrânia atinjam solo aliado.
Enquanto os bombardeios russos persistirem nas proximidades das fronteiras orientais, espera-se que missões de interceptação e patrulhamento, como a realizada pelos caças romenos, tornem-se cada vez mais frequentes para garantir a integridade do espaço aéreo internacional.


