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Coronavírus avança em bairros da região Sul de Curitiba

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Desde o início da pandemia até duas semanas atrás, a Regional Matriz era a que possuía a maior incidência de casos da Covid-19. No entanto, esse panorama mudou a partir do painel divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde no último dia 14 de agosto. A doença passou a avançar na região sul da cidade, em bairros que concentram maior vulnerabilidade social. Agora, as regionais Tatuquara, Pinheirinho e Bairro Novo aparecem no topo da lista, segundo o painel da última sexta-feira (21).

A Regional Tatuquara tem a maior incidência de casos confirmados para cada 100 mil habitantes. São 1.734,8 confirmações da doença. Na sequência aparecem a regional Pinheirinho, com 1.727,9 confirmações a cada 100 mil habitantes; e a regional Bairro Novo, com 1.727,7 registros positivos a cada 100 mil habitantes.

Os bairros da Regional CIC também tiveram aumento. A Cidade Industrial aparece com incidência de 1.666,1 casos para cada 100 mil habitantes.
A Regional Matriz que até o dia 7 de agosto aparecia em primeiro lugar no ranking, agora figura na quinta posição, com incidência de 1.570 casos a cada 100 mil habitantes.

Segundo a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, apesar da mudança para bandeira amarela, que flexibilizou o funcionamento de atividades comerciais nos bairros, as medidas de prevenção seguem valendo na cidade.

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Em relação aos óbitos, Curitiba registrou 100 mortes nos primeiros três meses de pandemia. Do dia 21 de junho até quase a metade de julho, a média subiu para 50 mortes por semana. E de 12 de julho até o momento, são registrados em média 100 falecimentos em decorrência da Covid-19 por semana na capital.

Das pessoas que perderam a vida em função do novo coronavírus, 58% eram homens e 42% mulheres.

O painel mostra que 77% das vítimas tinham acima de 60 anos e 97% tinham pelo menos um fator de risco ou comorbidade.
A secretária reforça a necessidade de os idosos permanecerem em isolamento social.

Márcia Huçulak também fez um desabafo em relação às críticas que a equipe da Secretaria Municipal da Saúde recebeu após a mudança de bandeira na capital. Ela disse que estudos foram feitos para balizar a decisão e que o alerta seguirá amarelo, enquanto a população colaborar com as medidas sanitárias.

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