Ciclone e frente fria trazem ventos de 90 km/h e temporais severos ao Brasil; RS tem risco de destelhamentos e falta de luz

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O Rio Grande do Sul enfrenta um início de semana conturbado, com a previsão de tempestades severas e um declínio acentuado nas temperaturas. Este cenário é resultado direto da formação de um ciclone extratropical, alimentado pelo choque térmico entre uma massa de ar quente estacionada sobre o Paraguai e uma corrente de ar polar vinda da Argentina. O fenômeno começa a ganhar força nesta segunda-feira (6), deslocando-se do Uruguai em direção à costa gaúcha antes de seguir para o oceano aberto.

A passagem deste sistema trará ventos impetuosos que podem atingir a marca de 90 km/h, mantendo o mar agitado e a ventania persistente até o final da semana. As autoridades alertam para o risco iminente de transtornos urbanos e rurais, incluindo quedas de árvores, danos em coberturas de imóveis e possíveis cortes no abastecimento de energia. O período entre segunda e terça-feira é considerado o mais crítico, exigindo atenção redobrada da população local diante da intensificação das instabilidades.

Avanço da instabilidade no Sudeste e Centro-Oeste

Enquanto o Sul lida com o ciclone, o Sudeste começa a sentir os efeitos de uma frente fria que ganhará corpo a partir de quarta-feira (8). Embora a segunda-feira apresente chuvas isoladas em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, a tendência é que o clima feche em toda a região, com acumulados de até 40 mm e temperaturas máximas estabilizadas em 25°C. Paralelamente, no Centro-Oeste, a baixa pressão no Paraguai estimula pancadas de chuva em Mato Grosso e Goiás. Esse aumento na umidade é visto com otimismo pelo setor agrícola, pois deve favorecer o desenvolvimento do milho de segunda safra e a recuperação das pastagens, além de aliviar o calor intenso.

Panorama nas regiões Norte e Nordeste

No Norte do país, a combinação de calor e umidade mantém o padrão de chuvas volumosas, especialmente no Amazonas e no Pará, onde os acumulados podem chegar a 100 mm durante a semana. Já no Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical continua a ditar o ritmo das precipitações no litoral norte, enquanto a influência marítima traz chuva moderada à Bahia e estados vizinhos. O cenário é de contraste: enquanto o interior e o oeste baiano aguardam bons volumes de água, estados como Sergipe e Alagoas enfrentam um período mais seco e quente, com a expectativa de alívio apenas para a segunda quinzena de abril, quando as chamadas “ondas de leste” devem se intensificar.

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