Chuvas volumosas colocam três estados do Sudeste em alerta vermelho sob ameaça de inundação, diz meteorologia
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) elevou para o nível vermelho o grau de risco para três estados da região Sudeste nesta quarta-feira. O alerta de “grande perigo” indica que Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo devem enfrentar acumulados de chuva superiores a 100 milímetros por dia até o final da noite. Sob essas condições, o risco de desastres naturais é elevado, com previsões críticas de transbordamentos de rios, grandes alagamentos urbanos e deslizamentos de terra em encostas vulneráveis.
Regiões sob ameaça e o avanço do perigo meteorológico
A área de instabilidade atinge pontos estratégicos e populosos, incluindo a Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Zona da Mata mineira e os vales do Rio Doce e Mucuri. No Rio de Janeiro, o foco está nas regiões Norte e Noroeste Fluminense, enquanto no Espírito Santo o aviso abrange praticamente todo o estado, das regiões centrais ao litoral norte e sul.

Além do alerta vermelho, uma vasta área que engloba 14 estados e o Distrito Federal permanece sob alerta laranja. Nessas localidades, o risco é classificado como “perigo”, com ventos que podem atingir 100 km/h e chuvas intensas válidas até a quinta-feira.
Orientações de segurança para evitar tragédias
As autoridades recomendam que a população adote medidas preventivas imediatas para preservar a integridade física. Em áreas de maior risco, o desligamento de aparelhos eletrônicos e do quadro geral de energia é essencial para evitar curtos-circuitos. Para quem reside próximo a encostas, a vigilância deve ser constante quanto a movimentações de terra ou rachaduras, sendo o abrigo seguro a única opção recomendada. Durante rajadas de vento, a orientação é evitar a proximidade com árvores, torres de transmissão e placas de propaganda devido ao risco de quedas e descargas elétricas.

O sistema de classificação de riscos do Inmet
A compreensão do sistema de cores do Inmet é fundamental para a resposta rápida da população aos eventos climáticos. O alerta amarelo representa um “perigo potencial”, exigindo cuidado em atividades ao ar livre. O nível laranja, de “perigo”, demanda vigilância constante e atenção às recomendações das autoridades. Já o alerta vermelho, atualmente em vigor em parte do Sudeste, sinaliza fenômenos de intensidade excepcional, onde há uma probabilidade real de danos severos e riscos à vida humana, exigindo preparação imediata para medidas de emergência.


