Bolsonaro ouve sugestões de nomes e busca vice de confiança para chapa de Flávio
Mesmo cumprindo detenção na Papudinha há três semanas, o ex-presidente Jair Bolsonaro mantém o protagonismo na articulação política da direita brasileira. O ex-mandatário iniciou uma série de consultas estratégicas para definir quem ocupará o posto de vice na chapa encabeçada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, na disputa pelo Palácio do Planalto.
Durante as visitas que recebe, Bolsonaro tem buscado opiniões constantes sobre qual perfil seria o ideal para complementar a candidatura do “Zero Um”.
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Flávio Bolsonaro busca alianças internacionais
Enquanto o pai coordena as movimentações de Brasília, Flávio Bolsonaro cumpre uma agenda intensa no exterior para consolidar sua imagem perante líderes da direita global.
O périplo internacional do senador, que inclui passagens por El Salvador, Estados Unidos e Israel, é visto como uma repetição da estratégia bem-sucedida utilizada na campanha de 2018. O objetivo é estreitar laços diplomáticos e fortalecer a base de apoio externa para o projeto presidencial da família.
A busca por lealdade absoluta contra riscos de traição
O critério central para a escolha do vice não é apenas eleitoral, mas de sobrevivência política. Jair Bolsonaro tem manifestado uma preocupação latente com a fidelidade do indicado, buscando um nome de confiança inabalável que neutralize qualquer risco de movimentos conspiratórios ou tentativas de impeachment em um eventual governo de Flávio.
A ideia é evitar a repetição de rompimentos ocorridos em gestões passadas, garantindo uma blindagem institucional ao herdeiro político.
Zema e Tereza Cristina surgem como opções estratégicas
Dentre as sondagens realizadas até o momento, dois nomes ganharam força nos bastidores da Papudinha. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, é visto como um aliado de peso por comandar o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Paralelamente, a senadora Tereza Cristina aparece como a favorita para consolidar o apoio do setor agropecuário. Apesar das ventilações de nomes, Bolsonaro mantém cautela e evita sinais definitivos, preservando o mistério sobre quem será o escolhido para a composição da chapa.


