Australia segue os EUA e fecha a embaixada no Brasil e cita terrorismo na véspera da eleição

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Os Estados Unidos suspenderam temporariamente os serviços consulares em sua embaixada em Brasília e em seus consulados no Brasil nesta sexta-feira, 2 de outubro, antevéspera do primeiro turno das eleições presidenciais. A medida foi tomada em decorrência de preocupações com a segurança e orientou funcionários a trabalharem remotamente devido a uma ameaça específica recebida pelo órgão, cujos detalhes não foram divulgados pelas autoridades norte-americanas. Em comunicado oficial, a representação diplomática orientou cidadãos norte-americanos a não se dirigirem às instalações em caso de necessidade de assistência emergencial, recomendando o contato direto com o oficial de plantão.

No mesmo sentido, a embaixada da Austrália no Brasil também emitiu um aviso informando o fechamento de suas portas nesta sexta-feira pelo mesmo motivo. O governo australiano recomendou que seus cidadãos evitem a proximidade com a embaixada, consulados e demais instalações diplomáticas dos Estados Unidos no país, além de reforçarem a vigilância em áreas públicas devido à possibilidade de ameaças terroristas globais e de eventuais tumultos decorrentes do período eleitoral.

Contexto político e eleitoral no Brasil

O fechamento repentino das representações diplomáticas ocorre a apenas dois dias do primeiro turno das eleições gerais, marcado para este domingo, 4 de outubro, com um eventual segundo turno agendado para o dia 25 do mesmo mês. O cenário político é marcado por fortes tensionamentos e temores de interferências estrangeiras no pleito brasileiro. Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu publicamente a pressões vindas de Washington, afirmando que o homólogo norte-americano, Donald Trump, deve concentrar-se nos problemas internos de seu país, enquanto ele próprio se encarrega de administrar o Brasil.

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A relação entre figuras políticas brasileiras e o governo dos Estados Unidos também tem gerado repercussão na corrida eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula, encontrou-se recentemente com Donald Trump, enquanto seu irmão, Eduardo Bolsonaro, reside nos EUA e tem articulado campanhas junto a autoridades norte-americanas pela imposição de sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Diante desse ambiente de polarização e das comemorações ou manifestações previstas para os próximos dias, as chancelarias estrangeiras mantêm um alerta redobrado para a segurança de seus cidadãos em solo brasileiro.

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