Ataque pesado dos Houthis atinge cidades na Arábia Saudita, deixa dezenas de feridos e incendeiam instalações de petróleo
Uma ofensiva coordenada com dezenas de mísseis e drones promovida pelos rebeldes Houthis do Iêmen atingiu quatro cidades no sudoeste da Arábia Saudita, resultando em mais de 70 feridos — incluindo mulheres e crianças — e incêndios em unidades petrolíferas da estatal Aramco. As investidas miraram a refinaria de Jizan, além de infraestruturas nas regiões de Abha, Khamis Mushait e Najran. A escala da operação marca o maior ataque contra o território saudita desde a intensificação do conflito regional e sinaliza um perigoso transbordamento da guerra do Oriente Médio.
Ameaça de retaliação e pressão diplomática de Riade
Em resposta à onda de violência, o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita e a coalizão liderada pelo país prometeram agir com máxima determinação para conter a milícia pró-Irã e defender sua soberania nacional. O governo saudita exigiu a cessação imediata das investidas em seu solo e das ameaças às rotas marítimas no Mar Vermelho. Analistas apontam que o episódio coloca a liderança do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman em um dilema estratégico: manter o distanciamento da guerra no Iêmen ou responder de forma contundente, arriscando uma escalada descontrolada na região.
Impacto no mercado de energia e escalada no Golfo Pérsico
O agravamento das hostilidades voltou a pressionar o mercado global de combustíveis, com o barril do petróleo Brent ultrapassando a marca dos US$ 99 após alta superior a 2%. O ataque saudita coincide com o acirramento das tensões operacionais no Estreito de Ormuz, onde Teerã anunciou a criação de uma zona de exclusão marítima no Golfo Pérsico em retaliação aos bloqueios e incursões navais dos Estados Unidos. A interrupção potencial no fornecimento de energia a partir do sudoeste saudita ameaça aprofundar os impactos econômicos da crise internacional.