Além dos limites: NASA revela imagens da Artemis II em distância recorde da Terra

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A NASA revelou recentemente registros visuais históricos obtidos pela tripulação da missão Artemis II. A jornada, que teve início no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, alcançou um marco sem precedentes na exploração humana. Ao transitar pelo lado oculto da Lua, os astronautas atingiram a distância recorde de 406.764 quilômetros em relação à Terra, superando qualquer marca anterior estabelecida pela humanidade no espaço profundo.

As imagens capturadas oferecem uma visão detalhada da superfície lunar, destacando o contraste entre as faces do satélite. Na parte superior das fotografias, é possível identificar as manchas escuras características do lado visível, formadas por antigos fluxos de lava de quando a Lua ainda possuía atividade vulcânica. Um dos destaques visuais é a Bacia Orientale, uma cratera completa que serve como linha divisória para o lado oculto, o hemisfério que permanece permanentemente invisível da perspectiva terrestre devido à rotação sincronizada do astro.

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Manobras técnicas e fenômenos solares

Durante o percurso, a espaçonave Orion executou etapas cruciais, como a separação do estágio de propulsão criogênica do foguete SLS logo após o lançamento. Além disso, a tripulação vivenciou um eclipse solar de aproximadamente uma hora, provocado pelo alinhamento preciso entre a nave, a Lua e o Sol. Esse fenômeno permitiu aos astronautas realizar observações científicas valiosas sobre a coroa solar, enquanto a agência monitorava a trajetória da Orion em vídeos de alta velocidade que condensam horas de voo em poucos segundos.

Silêncio nas comunicações e retorno

Um momento crítico e já previsto da missão ocorreu durante o eclipse, quando o controle em solo perdeu o contato com a cápsula por cerca de 30 minutos enquanto ela orbitava a face oculta. Após restabelecer a comunicação e emergir da sombra lunar, a tripulação iniciou a trajetória de retorno direto. O encerramento da missão está programado para o décimo dia de voo, com um pouso controlado nas águas do Oceano Pacífico.

O comandante da missão, Reid Wiseman, contempla a Lua através de uma das janelas principais da espaçonave Orion, antes da passagem da tripulação pela Lua na segunda-feira.EM

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