ADPF pede que Paulo Gonet se declare impedido em apuração envolvendo relatório da PF e STF

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) solicitou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar nas apurações sobre uma suposta interferência em relatório da Polícia Federal. O documento em questão, solicitado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, citava a relação do ministro Alexandre de Moraes com o empresário Daniel Vorcaro e também mencionava o próprio chefe da PGR. Em nota, a entidade dos delegados pediu o arquivamento do procedimento contra a corporação por considerar a via inadequada, cobrando ainda que as investigações da Operação Compliance Zero avancem sem seletividade quanto às autoridades citadas.

Ofensiva da PGR e o controle da Polícia Federal

A reação da ADPF ocorre em resposta ao movimento da Procuradoria-Geral da República, que instaurou uma apuração para verificar se houve ordens externas ou ingerências que pudessem adulterar o conteúdo do relatório da PF. Exercendo o papel de controle externo da atividade policial, o Ministério Público Federal argumentou que foi ignorado no processo e mantido no escuro sobre a decisão proferida por Mendonça na Petição 15.556/DF. Na visão do órgão, a ausência de notificação impediu o acompanhamento necessário de uma etapa essencial da investigação. O posicionamento foi formalizado por Gonet ao prestar informações ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que assumiu a condução do caso.

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Mensagens expostas e questionamentos sobre nulidade

O imbróglio ganhou força após o ministro André Mendonça retirar o sigilo do relatório policial que expôs trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Nos diálogos obtidos pela PF no celular do ex-dono do Banco Master, surgem menções aos nomes de Moraes, Gonet e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sugerindo conversas prévias sobre a deflagração de operações que envolviam o próprio banqueiro. Diante dos fatos, Mendonça sugeriu que o plenário do STF avalie o material e colheu a manifestação da PGR. Em sua resposta, Gonet defendeu que a investigação e os relatórios são nulos, alegando que os atos não poderiam ter sido executados sem a solicitação formal do Ministério Público ou provocação oficial da própria Polícia Federal.

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