Ataques em massa de drones ucranianos atingem Moscou e bombardeio russo deixa civis mortos em estação de trem
A Ucrânia e a Rússia protagonizaram uma nova série de ataques recíprocos com drones durante a madrugada. Enquanto um bombardeio russo atingiu uma estação de trem civil na cidade de Dnipro e resultou na morte de 14 pessoas, o governo liderado por Vladimir Putin expressou forte repúdio ao lançamento de centenas de aeronaves não tripuladas em direção a Moscou, coincidindo com a realização de uma cúpula internacional na capital russa.
O impacto em Dnipro atingiu diretamente uma plataforma ferroviária onde aguardavam passageiros de um trem suburbano e de uma composição regular com destino a Zaporizhzhia. Imagens divulgadas pelo serviço de resgate ucraniano revelaram cenas de destruição e corpos espalhados pelo local, mobilizando equipes de bombeiros para o socorro às vítimas, que também contabilizam cinco feridos.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou a ofensiva como um ato de terrorismo terrível e questionou publicamente o histórico de ataques russos contra a população civil do país.
Resposta russa e cúpula internacional em Moscou
Do outro lado da fronteira, o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, relatou que 613 drones foram direcionados à região metropolitana durante o período noturno, com as defesas aéreas conseguindo neutralizar e destruir 231 projéteis que ameaçavam diretamente a capital. O Kremlin condenou veementemente a ofensiva ucraniana, destacando o agravante de que o episódio ocorreu justamente no momento em que a cidade sedia a terceira reunião de cúpula Rússia-África, evento que reúne delegações de 48 países.
Perspectivas de negociação e trégua humanitária
Apesar da intensificação dos confrontos, os dois países mantêm a previsão de retomar as negociações de paz no mês de novembro, sob mediação dos Estados Unidos. Em paralelo ao cenário de guerra, um cessar-fogo regional teve início na última terça-feira para viabilizar uma operação humanitária em Oleshky, município sulista atualmente sob ocupação russa.
A trégua, articulada pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, tem como objetivo principal viabilizar o envio de suprimentos essenciais e a evacuação de moradores locais que enfrentam um quadro severo de escassez de alimentos e medicamentos. Dmytro Lubinets, comissário de Direitos Humanos do Parlamento da Ucrânia, assegurou por meio de redes sociais que o lado ucraniano segue cumprindo rigorosamente os termos acordados.