Nova pesquisa Quaest detalha cenários de Flávio Bolsonaro e Lula e migração de votos de Cury, Renan e Caiado
Divulgada nesta quarta-feira (21), a nova rodada da pesquisa Quaest para o segundo turno da eleição presidencial revela um cenário de estabilidade e acirramento na disputa. O levantamento, encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo, coloca Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente com 45% das intenções de voto, seguido de perto por Lula (PT), que registra 44%. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os números configuram mais um retrato de empate técnico entre os dois principais concorrentes.
Na comparação com a pesquisa anterior divulgada na semana passada, o quadro permaneceu praticamente inalterado, com Flávio registrando uma oscilação negativa de um ponto percentual — antes tinha 46% — enquanto o petista manteve os mesmos 44%. O espaço ocupado pelos eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou que decidiram não participar do pleito se manteve estável em 9%. Já a parcela dos eleitores que se declaram indecisos apresentou uma leve variação, passando de 1% para 2%.
Movimentações na rejeição e comportamento do eleitorado
Além das intenções de voto, o levantamento mediu o índice de rejeição aos candidatos, indicador que registrou recuo para ambos na última semana. A taxa de eleitores que afirmam não votar em Lula de jeito nenhum caiu de 53% para 47%. No caso de Flávio Bolsonaro, a rejeição passou de 54% para 52%, configurando uma oscilação de dois pontos para baixo.
A pesquisa também detalhou a migração e a consolidação dos votos vindos de eleitores de outros candidatos do primeiro turno, embora esses recortes apresentem margens de erro mais elevadas devido ao menor tamanho das amostras. Entre os eleitores que apoiaram Augusto Cury, o apoio a Lula saltou de 34% para 48%, enquanto o percentual destinado a Flávio passou de 30% para 33%.
Entre aqueles que votaram em Ronaldo Caiado, a preferência por Flávio Bolsonaro avançou de 42% para 57%, ao passo que o apoio a Lula oscilou de 23% para 21%. O mesmo movimento de consolidação em direção ao candidato do PL ocorreu entre os eleitores de Renan Santos, cujo voto em Flávio subiu de 40% para 51%, enquanto Lula passou de 14% para 25%. Por fim, entre o eleitorado que votou em branco, nulo ou absteve-se no primeiro turno, o cenário mostra maior divisão, com 40% declarando voto em Lula, 36% em Flávio Bolsonaro e 21% mantendo a intenção de anular ou votar em branco.
Cenário espontáneo, grau de convencimento e expectativa de vitória
Na modalidade espontânea da pesquisa, onde os entrevistados manifestam sua preferência sem que uma lista com os nomes dos candidatos seja apresentada, Flávio Bolsonaro e Lula aparecem empatados com 40% das intenções de voto cada um. No entanto, essa categoria registrou um crescimento expressivo no número de indecisos, que subiram de 7% para 14% desde a semana passada, com destaque para o eleitorado feminino — onde os indecisos saltaram de 8% para 17% — e para os eleitores independentes, cuja parcela sem definição passou de 13% para 31%.
Quando questionados sobre a firmeza da escolha, a esmagadora maioria dos entrevistados demonstra voto consolidado: 90% afirmam que a decisão é definitiva, enquanto apenas 10% admitem que ainda podem mudar de ideia até o dia da votação. O nível de convicção é equiparado entre as bases dos dois candidatos, sendo de 93% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro e de 90% entre os eleitores de Lula.
Por fim, o levantamento avaliou a percepção do eleitorado sobre quem deve vencer a eleição, independentemente da preferência pessoal. Para 54% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro é o favorito para conquistar a vitória no segundo turno — registrando um ponto a mais que na semana anterior, quando somava 53%. Os que apontam Lula como o favorito na disputa representam 37%, ante 35% na pesquisa passada.
A coleta de dados ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de outubro, sob registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026, com nível de confiança estimado em 95%.