Flávio Bolsonaro supera marca de 2018 de Jair, fica em 1º lugar e vai ao 2º turno contra Lula

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A corrida pela presidência da República em 2026 será decidida no segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A confirmação do pleito decisivo, marcado para o próximo dia 25, foi anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (4), com base na apuração de 100% das urnas.

Panorama da votação e apuração

Com a totalização avançada das urnas, a disputa refletiu a consolidação da polarização entre o bolsonarismo e o petismo. Flávio Bolsonaro encerrou a primeira etapa com 47,01% dos votos válidos, o equivalente a 55.973.452 votos. O presidente Lula registrou 45,01%, somando 53.516.071 votos.

Nas demais colocações, a disputa contou com a participação de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO). Durante a apuração, iniciada no começo da manhã, Flávio liderou a contagem e chegou a registrar índices superiores a 50% nas primeiras horas, mantendo uma vantagem que oscilou ao longo da noite até a consolidação dos percentuais finais pelo TSE.

Expectativas para o segundo turno e futuros mandatos

Daqui a três semanas, o eleitorado retornará às urnas para definir os rumos do país para o próximo mandato presidencial, com início previsto para janeiro de 2027. Caso seja vitorioso, Flávio Bolsonaro assumirá o cargo aos 45 anos, sucedendo a trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro, que governou o país entre 2019 e 2022. Por sua vez, se reeleito, Lula alcançará o marco de seu quarto mandato presidencial aos 81 anos, consolidando-se como o primeiro brasileiro a chefiar o Executivo federal em quatro ocasiões.

A movimentação dos candidatos no dia da votação

O domingo foi marcado pela presença dos principais concorrentes em seus respectivos redutos eleitorais. Flávio Bolsonaro votou no início da manhã na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, acompanhado de sua esposa, Fernanda Bolsonaro. Após a votação, o candidato seguiu para Brasília, onde acompanhou a apuração no QG de campanha, situado no Lago Sul.

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Lula registrou seu voto pela manhã na Escola Estadual João Firmino, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O candidato esteve acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin, de Fernando Haddad e das candidatas ao Senado Simone Tebet e Marina Silva. Após o voto, o atual presidente comentou sobre temas institucionais e, em seguida, acompanhou o andamento da apuração em São Paulo, junto a familiares e aliados políticos.

Composição das chapas e alianças partidárias

Para a disputa deste ano, as coalizões foram estruturadas com foco em apoios tradicionais e reconfigurações partidárias. A chapa petista manteve a mesma composição vitoriosa de quatro anos atrás, tendo o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice. Alckmin também acumulou a chefia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, atuando como elo com o setor empresarial. Na aliança de sustentação ao atual governo estão reunidos o PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro integrou sua chapa ao lado do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente. Gaspar possui trajetória como promotor de Justiça, procurador-geral e secretário de Segurança Pública, tendo ganhado projeção nacional no parlamento. A definição da chapa ocorreu após tratativas com legendas da centro-direita, embora partidos como o Republicanos e a federação formada por União Brasil e Progressistas tenham optado pela neutralidade no pleito presidencial.

Temas centrais e os rumos da campanha

Na reta final do primeiro turno, a campanha concentrou esforços estratégicos no Sudeste, região que concentra o maior colégio eleitoral do país. O debate público foi permeado por pautas de grande repercussão, que abrangeram desde discussões sobre o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) e o uso de inteligência artificial nas peças publicitárias até a regulamentação das apostas esportivas on-line.

Questões de impacto social e polêmicas nas redes sociais também marcaram o cenário político recente, incluindo debates sobre programas de transferência de renda, como o reajuste do piso do Bolsa Família anunciado dias antes do pleito, e episódios de desinformação digital que exigiram respostas diretas das equipes de campanha.

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