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Ciclone avança sobre o Sul com ventos de até 80 km/h e chuva acima de 150 mm

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Enquanto o Centro-Oeste e o Sudeste seguem enfrentando calor intenso e baixa umidade relativa do ar nesta quarta-feira (19), a Região Sul já registra uma virada no tempo. A formação de um ciclone extratropical na costa gaúcha, aliada ao avanço de uma frente fria, traz alertas para tempestades, ventos fortes e acentuada queda nas temperaturas. O sistema deve provocar pancadas de chuva no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no oeste do Paraná, abrindo caminho para a entrada de uma massa de ar polar.

A instabilidade ganha força a partir da madrugada de quinta-feira (20) com a consolidação do ciclone. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Climatempo alertam para o risco de tempestades severas, granizo e acumulados de chuva que podem ultrapassar 150 mm no sul do Rio Grande do Sul. Além da chuva volumosa, são esperadas rajadas de vento acima de 80 km/h na região. Com a passagem do sistema, os termômetros despencam rapidamente e as mínimas podem ficar abaixo de 10°C no interior gaúcho, oeste catarinense e sul paranaense.

Massa de ar polar avança pelo Sudeste e Centro-Oeste

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Nos dias seguintes, a massa de ar frio se espalha e diminui gradativamente as temperaturas em outras regiões. No Sudeste, São Paulo começa a sentir os efeitos do vento frio a partir de quinta-feira, com rajadas que podem atingir 70 km/h na sexta-feira (21) e queda térmica concentrada no centro-sul do estado. No Centro-Oeste, a mudança alivia o calorão em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, fazendo as máximas em Cuiabá caírem de 39°C para a casa dos 30°C. Contudo, os ventos fortes sobre o solo ressecado podem provocar tempestades de poeira e reduzir a visibilidade nas estradas antes da chegada da chuva.

Nordeste segue com chuva restrita ao litoral

No Nordeste, o padrão meteorológico permanece sem grandes alterações. As instabilidades continuam concentradas na faixa litorânea, do sul da Bahia ao Rio Grande do Norte, com períodos de chuva mais intensa entre Alagoas e Pernambuco. Já no interior nordestino, a massa de ar seco e quente segue predominando, mantendo os níveis de umidade do ar baixos e as temperaturas elevadas.

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

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