Bolsonaro registra alteração na pressão e passa por ajuste em medicação durante prisão domiciliar
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro formalizou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a ocorrência de um episódio recente de hipertensão arterial. A alteração na pressão ocorreu no início da semana, mas foi devidamente controlada após uma readequação temporária na dosagem dos medicamentos anti-hipertensivos. A comunicação atende às exigências do processo de execução penal do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar humanitária, exigindo o envio semanal de boletins detalhados sobre suas condições de saúde.
Quadro clínico geral e efeitos secundários
De acordo com a equipe de cardiologia responsável pelo acompanhamento domiciliar, o estado geral de saúde de Bolsonaro permanece estável do ponto de vista hemodinâmico e cardiorrespiratório. Embora tenha registrado picos de pressão arterial entre os dias 3 e 4 de agosto, a intervenção farmacológica obteve uma resposta considerada satisfatória pelos médicos. No momento, a atenção da equipe se volta aos efeitos colaterais provocados por remédios de ação central, que têm gerado sintomas como sonolência ao longo do dia e alterações no equilíbrio. Como medida de proteção, o ex-presidente segue uma rotina que combina dieta rigorosa, rotina de rotinas físicas preventivas contra quedas e cuidados voltados ao refluxo gastroesofágico.
Evolução fisioterapêutica e reabilitação muscular
Paralelamente aos cuidados clínicos, o plano de fisioterapia avançou para uma etapa de fortalecimento. O boletim emitido pela equipe de reabilitação registrou que leves crises de soluço ocorridas entre os dias 3 e 6 de agosto causaram rigidez temporária na região cervical e nos ombros. Apesar disso, após liberação da ortopedia, Bolsonaro deu início a treinos musculares com o uso de halteres, faixas elásticas e equipamentos multifuncionais, visando recuperar a funcionalidade do ombro direito após intervenção cirúrgica e reativar a musculatura das costas.