EUA lançam poderoso bombardeio contra cidades iranianas e Teerã responde com mísseis no Golfo no 13º dia de ataques

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As forças militares dos Estados Unidos intensificaram sua campanha na Ásia Ocidental ao concluir a 13ª rodada consecutiva de ataques aéreos contra alvos no Irã. Coordenada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), a operação transcorreu entre as 18h45 e as 21h00 (horário do leste americano). Segundo comunicados oficiais emitidos pelo órgão em suas redes sociais, os bombardeios focaram em infraestruturas estratégicas da Guarda Revolucionária Islâmica, incluindo centros de comando, depósitos de drones, redes de comunicação, postos de vigilância costeira e instalações marítimas.

A justificativa de Washington para a ofensiva é a necessidade de responsabilizar Teerã e neutralizar as ameaças impostas à navegação comercial na região. Apesar da intensificação dos combates, o CENTCOM assegura que o Estreito de Ormuz permanece aberto ao tráfego de embarcações mercantes sob proteção das tropas americanas, que contam com um efetivo superior a 50 mil soldados mobilizados no teatro de operações.

Danos e vítimas civis em diversas províncias ianianas

Na madrugada do dia 24 de julho, por volta das 2h20 no horário local, potentes explosões foram registradas em várias regiões do território iraniano. Um dos episódios mais graves ocorreu na cidade de Ahvaz, localizada na província de Khuzistão, onde mísseis atingiram áreas residenciais. De acordo com informações prestadas pelo governador local e por autoridades de segurança, o ataque resultou na morte de quatro pessoas e deixou outras cinco feridas. Registros em vídeo compartilhados por moradores mostram o momento dos impactos na zona urbana.

Além de Ahvaz, alvos nos arredores das cidades de Andimeshk e Omidiyeh também foram atingidos por projéteis americanos, sem o registro de vítimas nessas duas localidades. A agência de notícias Tasnim e a Cruz Vermelha relataram ainda detonações nas províncias de Yazd, Isfahan, Lorestan, Hormozgan, Sistão-Baluchistão e Fars. Em Bandar Abbas, dois civis ficaram feridos e precisaram de atendimento médico emergencial. Equipes de resgate permanecem descoladas para avaliar a extensão dos danos e prestar socorro às comunidades afetadas.

Resposta militar Teerã: contra-ataques com drones na região

Em retaliação às investidas americanas, o exército iraniano e a Guarda Revolucionária Islâmica executaram uma nova fase da Operação Saeqeh (Relâmpago). A ação militar utilizou drones de ataque do modelo Arash para bombardear posições estratégicas dos Estados Unidos no Bahrein e na Jordânia. Imagens divulgadas por Teerã confirmam que os artefatos atingiram a Base Aérea de Sheikh Isa, no Bahrein, provocando danos em tanques de combustível, depósitos de equipamentos, hangares e instalações destinadas ao alojamento de tropas.

A ofensiva com aeronaves não pilotadas também alcançou a Base Aérea de Al Azraq, situada na Jordânia. No local, os impactos concentraram-se em áreas de manutenção, oficinas e alojamentos das forças americanas. O governo iraniano sustenta que as ações têm caráter estritamente defensivo e representam uma resposta proporcional às repetidas violações territoriais e dos memorandos internacionais cometidas por Washington.

Ameaças cruzadas e risco de colapso energético regional

A despeito de declarações recentes do presidente Donald Trump tentando classificar o cenário como um conjunto de pequenas escaramuças, a dinâmica entre as duas nações evidencia um estado de guerra declarada. A Casa Branca adverte que os bombardeios não cessarão até que o potencial militar iraniano seja severamente degradado. Trump ameaçou expandir os alvos para a infraestrutura crítica do país — incluindo usinas elétricas, pontes e complexos energéticos —, estabelecendo a destruição de uma grande obra para cada navio atacado pelo Irã no Estreito de Ormuz.

A Guarda Revolucionária Islâmica reagiu rigorosamente aos alertas da presidência americana, afirmando que prepara uma resposta militar sem precedentes que fará Washington se arrepender das ações tomadas. O comando iraniano declarou que, caso as agressões persistam, não permitirá o escoamento de petróleo pela região, ameaçando paralisar toda a infraestrutura de gás, eletricidade e energia do Oriente Médio e arrastar o bloco para uma crise de proporções globais.

 Foto: XNY/Star Max/GC Images.

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