“Isso não vai acontecer”: Trump impõe linha vermelha à China no Canal do Panamá
Donald Trump intensificou o tom contra Pequim nesta quarta-feira, ao emitir um novo alerta sobre o Canal do Panamá. Durante sua participação na cúpula da OTAN, realizada em Ancara, o presidente dos Estados Unidos acusou a China de movimentações estratégicas para obter o controle da via navegável. Em seu discurso, Trump foi taxativo ao afirmar que tal cenário não será concretizado, reafirmando uma postura que já havia adotado publicamente há uma semana.
Contexto histórico e econômico
Ao justificar sua posição, o líder norte-americano resgatou a relevância histórica do canal, classificando a obra como o projeto mais oneroso e, simultaneamente, o mais rentável já executado pelos Estados Unidos. Desde que reassumiu o poder em janeiro de 2025, o mandatário tem utilizado esses argumentos para sustentar a tese de que Washington deveria retomar a gestão da rota, cuja administração direta pelos EUA foi encerrada em 1999.
Geopolítica e interesses estratégicos
A administração de Trump sustenta que o controle sobre o canal é fundamental para equilibrar a balança de poder na região frente à crescente influência chinesa na América Latina e no Caribe, onde Pequim tem investido pesadamente em projetos de infraestrutura. A visão do governo atual ecoa declarações recentes de figuras centrais do alto escalão, como a do secretário de Guerra, Pete Hegseth. Em abril, Hegseth classificou o canal, juntamente com a Groenlândia e o Golfo do México, como “territórios-chave”, enfatizando a necessidade de Washington garantir acesso tanto comercial quanto militar a esses pontos estratégicos.