Ucrânia bombardeia base naval e terminais de petróleo russos em São Petersburgo; vídeos

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Em uma das ações mais expressivas deste ano, a Ucrânia realizou um ataque massivo com drones durante a madrugada contra a cidade de São Petersburgo e arredores. A investida teve como alvo principal o terminal petrolífero local e instalações portuárias estratégicas na região do Mar Báltico, intensificando a estratégia de Kiev de golpear as fontes de receita energética que financiam o esforço de guerra do Kremlin.

O governador de São Petersburgo, Alexander Beglov, confirmou a escala do ataque e garantiu que a situação no terminal de petróleo foi controlada sem o registro de vítimas. Paralelamente, na região periférica de Leningrado, o governador Alexander Drozdenko informou que as defesas aéreas abateram 72 drones, embora um dos dispositivos tenha atingido a zona do porto de Vysotsk — um importante polo multimodal que movimenta carvão, grãos, gás natural liquefeito e petróleo bruto. Apesar do relato de danos menores em comunidades vizinhas, o impacto exato nas operações portuárias de Vysotsk não foi detalhado pelas autoridades russas.

Reações e o impacto na infraestrutura de energia

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, utilizou suas redes sociais para classificar a operação como parte das “sanções de longo alcance” aplicadas de forma autônoma pela Ucrânia. Segundo Zelenskyy, além do complexo portuário, a incursão alcançou a ilha de Kronstadt, uma base naval de extrema relevância militar situada a mais de 850 quilômetros da fronteira ucraniana. Em contrapartida, o presidente russo, Vladimir Putin, minimizou as consequências das explosões nas refinarias e depósitos, classificando os danos à infraestrutura de energia como “não críticos”.

Moscou não confirmou o bombardeio a Kronstadt, que já havia sido alvo de investidas semelhantes no mês anterior. Contudo, a escalada de ataques ucranianos contra o setor energético da Rússia tem provocado impactos visíveis, incluindo danos severos a refinarias e episódios de escassez de combustível em diversas regiões do vasto território russo.

Escalada de ataques em outras fronteiras

A ofensiva com drones da última madrugada também se estendeu por outras províncias russas e territórios ocupados. Relatos dos governadores locais indicam que ataques semelhantes provocaram duas mortes: uma na região de Bryansk e outra na península da Crimeia, além de deixarem múltiplos feridos.

Mais ao sul do foco principal, na região de Pskov, as forças de defesa russas relataram a interceptação de mais de 30 drones. O governo local confirmou feridos e avarias de leve intensidade em instalações civis, incluindo uma fábrica localizada na cidade de Velikiye Luki.

Além dos combates aéreos, a guerra de narrativas ganhou força no cenário terrestre de Donetsk. O presidente Volodymyr Zelenskyy e o Estado-Maior da Ucrânia desmentiram categoricamente a alegação do Ministério da Defesa da Rússia de que a estratégica cidade de Kostiantynivka teria sido capturada pelas tropas de Moscou. O anúncio da suposta tomada havia sido apresentado formalmente a Vladimir Putin na última sexta-feira como um marco no avanço russo.

Zelenskyy classificou a informação como uma tentativa do Kremlin de fabricar vitórias artificiais e ironizou a situação, sugerindo que, se a cidade estivesse de fato sob domínio russo, Putin não hesitaria em se reunir com ele no local para negociar o fim do conflito. De acordo com os militares ucranianos, unidades do 19º Corpo de Exército permanecem sustentando as linhas defensivas dentro e nos acessos de Kostiantynivka, que compõe uma barreira crucial de quatro centros urbanos que impedem o controle total da região industrializada de Donetsk pela Rússia. Por fim, o comando russo também declarou a captura de cinco pequenas aldeias distribuídas entre as regiões de Kharkiv e Donetsk.

Foto: AP

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