Netanyahu avisa que autorizará ataque contra o Irã para conter avanço nuclear

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, subiu o tom contra Teerã ao declarar que está disposto a autorizar uma nova operação militar em território iraniano caso seja necessário para impedir o avanço do programa nuclear do país. Durante entrevista ao programa Patriots, do canal local 14, o premiê relembrou ações anteriores de seu governo, afirmando que as forças israelenses já entraram no Irã em duas ocasiões para conter o que chamou de ameaça de destruição por bombas atômicas. Questionado sobre a possibilidade de uma terceira intervenção, Netanyahu foi enfático ao garantir que, sob sua liderança, o Irã jamais obterá armas nucleares.

Apesar de celebrar o enfraquecimento das forças adversárias, o chefe de governo israelense ponderou que o cenário regional ainda exige cautela e ação contínua. Segundo Netanyahu, a estratégia atual de Israel envolve desmantelar o que resta do chamado “eixo iraniano” e, em paralelo, costurar novos acordos de paz com outras nações do Oriente Médio. O primeiro-ministro, que se prepara para disputar as próximas eleições gerais ainda este ano, defendeu o histórico de operações militares sob seu comando, argumentando que a força e a soberania são os únicos caminhos viáveis para atrair aliados e garantir a segurança a longo prazo.

Teerã reage e exige punição internacional a Israel e EUA

A retórica de Tel Aviv encontrou forte oposição na liderança da República Islâmica. O Líder Supremo do Irã, Aiatolá Mukhtaba Khamenei, veio a público para exigir que tanto Israel quanto os Estados Unidos sejam processados em tribunais internacionais pelos recentes conflitos armados na região. De acordo com informações veiculadas pela imprensa estatal iraniana, o clérigo apontou que as próprias manifestações públicas das lideranças ocidentais funcionam como uma confissão formal de culpa, o que facilitaria a abertura de uma ofensiva jurídica global para reparar os direitos da nação iraniana.

Khamenei sublinhou a gravidade da situação ao classificar as ações conjuntas de Washington e Tel Aviv como crimes de guerra, citando os bombardeios contra centros médicos e a perda de vidas civis nas localidades de Minab e Lamerd. O líder máximo iraniano também subiu o tom ao condenar o ataque aéreo que resultou na morte de seu antecessor, o aiatolá Ali Khamenei, ocorrido em Teerã no final de fevereiro. Ao classificar o antigo líder como mártir, Mukhtaba Khamenei reforçou que o episódio serve como base jurídica e política para que o Irã busque justiça formal nos fóruns internacionais.

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