Como dizer “não” às influências mundanas
“Feliz é aquele que não segue o conselho dos perversos, não se detém no caminho dos pecadores, nem se junta à roda dos zombadores. Pelo contrário, tem prazer na lei do Senhor e nela medita dia e noite.” (Salmo 1:1–2)
A pessoa abençoada “não segue o conselho dos perversos”. Os “perversos” são pessoas ímpias, pecadores e aqueles caracterizados por não seguir ou obedecer a Deus. Não andar no conselho dos ímpios significa rejeitar qualquer conselho dessas pessoas. Inclui evitar qualquer influência que possa direcionar o modo de vida de alguém para fazer coisas ímpias.
Andar envolve progresso. Como resultado, o versículo nos instrui: “não se detém no caminho dos pecadores, nem se junta à roda dos zombadores.” Um cristão não pode esperar fazer progresso divino se procurar conselhos de pecadores ou fazer planos com incrédulos. Portanto, “não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14).
A razão é que a pessoa que escolhe o modo de vida justo evita pensar, comportar-se e associar-se com os ímpios, afastando-se de atitudes que a condenariam a uma eternidade à parte de Deus. Em vez disso, “aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal” (Provérbios 13:20).
O apóstolo Paulo alertou: Não se deixem enganar pelos que dizem essas coisas, pois “as mais companhias corrompem o bom caráter” (1 Coríntios 15:33). E Provérbios 22:24-25 nos alerta para “não se associar com quem vive de mau humor, nem andar em companhia de quem facilmente se ira.”
As pessoas que entram no conselho dos ímpios ouvem conselhos mundanos, fazem planos com os perversos e participam deliberadamente de um modo de vida pecaminoso. Romanos 8:5–7 descreve essas pessoas como aquelas que são dominadas pela natureza humana e pensam em coisas da natureza humana.
No entanto, os que são controlados pelo Espírito pensam em coisas que agradam o Espírito. Permitir que a natureza humana controle a mente resulta em morte, mas permitir que o Espírito controle a mente resulta em vida e paz. A mentalidade da natureza humana é sempre inimiga de Deus; nunca obedeceu às leis de Deus, e nunca obedecerá.
Um crente que escolhe não andar no conselho dos ímpios aplicará a verdade bíblica à sua vida diária, deixando a Palavra de Deus ser uma lâmpada para guiar seus pés e uma luz para o seu caminho (Salmo 119:105). A “sua satisfação está na lei do Senhor e nessa lei medita dia e noite” (Salmo 1:2). Essa pessoa crescerá em fé e maturidade espiritual, pois “a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo” (Romanos 10:17).
Deus abençoa os passos dos justos porque eles “temem o Senhor e se deleitam em obedecer a Seus mandamentos” (Salmo 112:1). Em vez de ter prazer no pecado e nas coisas do mundo, eles vivem vidas limpas como filhos de Deus, brilhando como luzes resplandecentes em um mundo cheio de uma geração corrompida e depravada (Filipenses 2:15).
A Bíblia nos diz que amar a Deus e obedecer à Sua Palavra resultará em abundantes bênçãos porque “abençoados são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a obedecem” (Lucas 11:28). Quando lemos as Escrituras diariamente, as estudamos, memorizamos e meditamos nelas muitas vezes durante o dia e a noite, nosso pensamento muda. Não amamos mais o mundo ou as coisas nele e não andamos mais no conselho do ímpio.
Não imitamos mais o comportamento deste mundo; em vez disso, Deus nos transforma mudando como pensamos. Então podemos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12:2).
Deus chama Seus filhos a escolher o caminho da justiça – para serem separados e santos. Ele nos chama da escuridão para andar na luz (1 Pedro 1:15–16; 2:9). Esse é o caminho para a paz e bênçãos em nossa vida.
Para isso, Deus nos ajuda em nossa fraqueza, dando-nos Seu Espírito Santo, que nos revela a mente de Cristo e nos permite realizar Sua vontade (1 Coríntios 2:14-16; Filipenses 2:13). Por outro lado, quando suprimimos o trabalho do Espírito Santo, rebelando-nos contra Sua vontade, sufocamos o projeto de Deus, sabotamos nosso próprio crescimento espiritual e entristecemos o Espírito Santo (Efésios 4:30).
Se Deus foi gracioso o suficiente para nos resgatar do pecado e da morte e nos dar uma nova vida em Cristo, o mínimo que podemos fazer é oferecer nossas vidas a Ele em completa rendição e santidade, que é para o nosso benefício (Deuteronômio 10:13). Por causa das misericórdias de Deus, deveríamos ser “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Romanos 12:1).
Para o cristão, a escolha é clara. Para evitar a mundanidade, devemos amadurecer na fé, crescendo em todas as coisas em Cristo para que não sejamos mais imaturos como crianças, nem levados de um lado para outro, empurrados por qualquer vento de novos ensinamentos que o mundo oferece (Efésios 4:14-15).
Devemos conhecer a diferença entre a sabedoria de Deus e a tolice da sabedoria mundana. Isso só é alcançado por um estudo cuidadoso e diligente da palavra, buscando a sabedoria de Deus em oração (Tiago 1:5) e desfrutando da comunhão de outros crentes maduros que podem nos encorajar a rejeitar o mundanismo e abraçar a piedade.
Lembre-se que “Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade” (1 Tessalonicenses 4:7). Ele deseja que vivamos uma vida decente e sigamos o caminho do bem, que é o que Ele determinou para nós. Embora Ele nos dê livre-arbítrio para fazer nossas escolhas — o que mantém a impureza como um caminho possível —, esse é um caminho que devemos evitar.
Que honremos a vida que Deus nos deu e busquemos sempre viver de acordo com a vontade Dele, pois um dia, no céu, estaremos livres do pecado e de todos os seus efeitos. Até lá, “mantenhamos o olhar firme em Jesus, o líder e aperfeiçoador de nossa fé” (Hebreus 12:2) e continuemos correndo nossa corrida, escutando e sendo obedientes ao nosso Senhor.