Ataque de drones da Ucrânia transforma refinaria em Moscou em alvo de incêndio gigante; vídeos
A Ucrânia intensificou sua estratégia de atingir infraestruturas estratégicas em solo russo ao realizar, na madrugada desta terça-feira, um ataque de drones contra uma importante refinaria de petróleo nas proximidades de Moscou. A ofensiva, descrita como uma das maiores investidas com veículos não tripulados contra a capital russa ao longo deste ano, provocou um incêndio de grandes proporções e uma coluna densa de fumaça que cobriu parte da região metropolitana.
De acordo com o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, um dos drones atingiu uma instalação específica dentro do complexo industrial. Apesar da dimensão do fogo, as autoridades locais informaram que não houve registro de feridos. Do lado ucraniano, Andriy Kovalenko confirmou que o impacto comprometeu uma unidade de processamento de petróleo, levantando dúvidas imediatas sobre a capacidade operacional da refinaria. “Agora a questão é se a refinaria será paralisada ou se sofrerá uma perda crítica de capacidade”, afirmou o oficial.
Estratégia de longo alcance e impacto no setor energético
O ataque marca um momento relevante na escalada do conflito, evidenciando o aprimoramento das capacidades bélicas de Kiev. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou que a operação foi executada de forma coordenada entre as forças de drones, operações especiais e a inteligência militar do país (SBU). Em declaração, o líder ucraniano enfatizou que, com esta ação, a região de Moscou passou a sentir diretamente o alcance das armas de longo curso ucranianas.
A investida faz parte de uma campanha persistente da Ucrânia contra o setor de petróleo da Rússia, visando desestabilizar o fluxo financeiro que sustenta o esforço de guerra do Kremlin. A tática de utilizar drones de longo alcance para atacar refinarias, oleodutos e depósitos de armazenamento tem demonstrado resultados práticos. A produção de petróleo bruto russa já sofreu reduções significativas, na casa das centenas de milhares de barris diários, mesmo em um cenário internacional de alta demanda energética.
O impacto dessas operações já é monitorado de perto pelo governo russo. No início de agosto, o Ministério da Energia da Rússia admitiu que a ofensiva aérea ucraniana gerou problemas pontuais no abastecimento de combustível em diversas províncias do sul do país. Em resposta aos danos, Moscou estabeleceu uma força-tarefa específica com o objetivo de mitigar as falhas no fornecimento e conter possíveis crises de distribuição derivadas dos ataques às suas infraestruturas vitais.