EUA realizam ataques calculados contra o território iraniano após destruição de drone americano
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou a realização de uma série de “ataques de autodefesa” em território iraniano. As ações militares americanas tiveram como alvos principais instalações de radares e centros de comando e controle de veículos aéreos não tripulados (drones) localizados na cidade de Garuk e na ilha de Qeshm.
De acordo com o comunicado oficial divulgado pelo órgão, as operações aéreas foram uma resposta direta às recentes ações agressivas de Teerã na região. O estopim para a retaliação de Washington foi a derrubada de um drone norte-americano do modelo MQ-1, que realizava operações em espaço aéreo sobre águas internacionais quando foi interceptado pelas forças iranianas.
Detalhes das operações e alvos destruídos
Os bombardeios, descritos pelo Centcom como calculados e deliberados, mobilizaram caças das forças americanas. Durante as incursões terrestres e aéreas, os jatos americanos conseguiram neutralizar sistemas de defesa aérea iranianos, uma estação de controle terrestre e dois drones de ataque que estavam prontos para operação.
A inteligência militar dos EUA justificou as interceptações afirmando que o armamento destruído representava uma ameaça clara e iminente à livre navegação de embarcações comerciais e militares que transitavam pelas águas regionais. O comando norte-americano confirmou o sucesso da missão, informando que todos os alvos foram eliminados e que nenhum militar dos EUA ficou ferido durante as incursões.
Escalada de tensões na região
Esta nova onda de ataques dá continuidade a uma postura mais ofensiva dos Estados Unidos na região, que já havia registrado episódios semelhantes nos dias anteriores. Na última semana, as tropas americanas já haviam conduzido o que o porta-voz do Centcom, Tim Hawkins, também classificou como incursões de autodefesa preventiva.
Aquelas operações anteriores focaram no desmantelamento de locais de lançamento de mísseis iranianos e no monitoramento de embarcações que tentavam instalar minas navais em rotas marítimas estratégicas. Segundo Hawkins, as Forças Armadas americanas mantêm a prontidão e continuarão agindo para proteger suas tropas e aliados contra potenciais ameaças vindas da República Islâmica.