Trump pressiona países árabes a aceitarem Israel e aderirem aos Acordos de Abraão após fim de conflito com Irã

Compartilhe

O presidente norte-americano, Donald Trump, instou lideranças de diversas nações árabes e muçulmanas a integrarem os Acordos de Abraão, iniciativa que busca a normalização diplomática com Israel. De acordo com informações obtidas pela Axios junto a funcionários do governo dos Estados Unidos, o apelo está condicionado ao estabelecimento de laços formais com o Estado israelense assim que for consolidado um tratado para encerrar o conflito com o Irã.

A proposta foi apresentada durante uma conferência telefônica realizada no último sábado, que contou com a participação de chefes de Estado da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein. Na ocasião, o mandatário americano expressou explicitamente a expectativa de que os países ainda não signatários formalizassem sua adesão aos acordos logo após o término das hostilidades na região.

Reação das lideranças e próximos passos

Relatos de autoridades dos Estados Unidos indicam que o pedido pegou os líderes regionais de surpresa, gerando um momento de silêncio na linha. A reação inesperada levou o presidente americano a descontrair o ambiente, questionando de forma bem-humorada se os interlocutores ainda permaneciam conectados à chamada.

Posteriormente, Trump utilizou sua rede social, Truth Social, para manifestar gratidão pelo apoio e pela cooperação demonstrados pelas nações do Oriente Médio até o momento. Na publicação, ele reforçou que a estabilidade regional seria ampliada com a inclusão de novos membros aos históricos tratados de paz. Para dar andamento às negociações, o presidente sinalizou que os conselheiros Jared Kushner e Steve Witkoff conduzirão os desdobramentos diplomáticos nas semanas seguintes.

Proximidade de acordo e clima de tensão com o Irã

Ainda no sábado, o presidente dos Estados Unidos demonstrou otimismo ao afirmar que, após o diálogo com as lideranças orientais, a finalização de um acordo de paz com o Irã estaria muito próxima. Em comunicado oficial na internet, o governante mencionou que os detalhes e termos finais do documento estão em fase de ajuste e que a reabertura do Estreito de Ormuz figura como um dos pontos centrais do tratado.

Apesar do tom de avanço diplomático, a postura de Washington em relação a Teerã permanece ambígua e rígida. No mesmo período, o líder americano manteve as advertências ao governo iraniano, estipulando que as chances atuais estão divididas igualmente entre a consolidação de um pacto pacífico ou a retomada de ações militares severas contra o país persa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

www.clmbrasil.com.br