Damares aciona Renan Calheiros para liberar dados sigilosos da CPI do Crime sobre Banco Master
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) formalizou um pedido ao presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Renan Calheiros (MDB-AL), buscando destravar o acesso a informações confidenciais da extinta CPI do Crime Organizado. O objetivo da parlamentar é colher subsídios para as investigações conduzidas pelo Grupo de Trabalho (GT) que analisa as atividades do Banco Master dentro da comissão.
O ofício, encaminhado nesta quinta-feira (23), argumenta que o requerimento para a obtenção desses dados já foi aprovado pelo colegiado. Segundo o documento, o acesso a esse acervo é considerado fundamental para a instrução técnica dos trabalhos em curso, permitindo que o GT analise informações potencialmente relevantes que foram levantadas em investigações passadas.
Impasse administrativo e custódia de documentos
O principal obstáculo para o compartilhamento das informações reside em uma barreira burocrática e institucional. Atualmente, os documentos da antiga CPI estão sob a custódia da Mesa Diretora do Senado Federal. Essa centralização tem impedido que o material seja transferido diretamente para a CAE, frustrando a tentativa anterior de obter os arquivos de forma célere.
Damares solicita que Renan Calheiros intervenha para autorizar o compartilhamento, respeitando as cautelas legais e o sigilo das informações. No texto, a senadora reforça que o pedido se restringe aos elementos do acervo que guardem pertinência direta com o escopo do Grupo de Trabalho sobre a instituição financeira.
Histórico de negativas e recurso ao Plenário
Esta nova ofensiva de Damares Alves ocorre após uma negativa anterior do Senado em liberar os dados sigilosos envolvendo o Banco Master. A decisão administrativa da Casa contrariou uma movimentação prévia da própria CAE, que já havia sinalizado favoravelmente ao envio do material para o grupo de investigação.
Diante do impasse inicial, a senadora já havia manifestado a intenção de recorrer ao plenário para reverter o bloqueio dos dados. O movimento atual junto à presidência da CAE é visto como uma tentativa estratégica de resolver a questão internamente, garantindo que o GT possua todos os elementos necessários para concluir seu relatório técnico sobre as movimentações da instituição bancária.