Flávio: “economia no meu governo será a mesma de Jair Bolsonaro'”
Em encontro com empresários do Lide Rio, na Zona Sul da capital fluminense, o senador Flávio Bolsonaro (PL) detalhou as diretrizes de sua pré-candidatura à Presidência da República. O parlamentar afirmou nesta quinta-feira (19) que, caso eleito, pretende replicar o modelo econômico adotado durante a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Flávio, a estratégia será pautada pelo equilíbrio fiscal e pela redução da carga tributária, repetindo fórmulas que ele classifica como bem-sucedidas no cenário internacional.
Durante o almoço, o senador evitou antecipar nomes para o comando do Ministério da Economia, mas reforçou que as propostas de governo não trarão surpresas ao mercado. Ele defendeu o legado da administração anterior, citando o controle de despesas e o desempenho do PIB no período pós-pandemia como provas de eficiência. Para o pré-candidato, o foco central permanecerá na manutenção dos gastos dentro do orçamento e na austeridade administrativa.
Situação de saúde e pleito por prisão domiciliar
A agenda também foi marcada por atualizações sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro confirmou que o ex-presidente permanece internado, ainda sem previsão de alta hospitalar. O senador aproveitou a ocasião para criticar a demora do Judiciário em analisar o pedido de prisão domiciliar humanitária, argumentando que a idade avançada e o agravamento do quadro clínico justificariam o benefício legal. De acordo com o parlamentar, laudos médicos comprovam a seriedade da situação, o que tornaria a permanência no atual regime de reclusão prejudicial à recuperação de seu pai.
Alianças e rupturas no cenário paranaense
No campo das articulações políticas, o senador anunciou que Sérgio Moro disputará o governo do Paraná pelo PL nas eleições de outubro. A decisão consolida o rompimento da legenda com o atual governador Ratinho Júnior (PSD). Flávio justificou a mudança de rota após receber informações de que Ratinho Júnior deve se lançar como adversário direto na disputa pela Presidência da República. Diante do novo cenário, o PL optou por viabilizar uma candidatura própria no estado, selando o apoio ao nome de Moro para o Palácio Iguaçu.
Incertezas no Rio de Janeiro e segurança pública
Sobre a política fluminense, Flávio comentou a instabilidade em torno da eleição indireta para o governo do Rio de Janeiro, provocada por decisões judiciais recentes que alteraram as regras de candidatura. Embora o partido esteja avaliando novos nomes para o contexto imediato, o senador reiterou que o projeto principal para o pleito de outubro continua sendo a candidatura de Douglas Ruas, atual secretário estadual das cidades.
Por fim, ao ser questionado sobre a intenção do ex-presidente americano Donald Trump de classificar facções criminosas brasileiras como grupos terroristas, Flávio Bolsonaro preferiu focar no âmbito doméstico. O senador defendeu que o próprio governo brasileiro tome a iniciativa de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, endurecendo o tratamento legal dado a esses grupos no país.