Bolsonaro na UTI: quadro de pneumonia apresenta melhora lenta enquanto defesa trava batalha jurídica prisão domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta uma evolução gradual em seu estado de saúde, embora permaneça sem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília. De acordo com o cardiologista Brasil Caiado, em atualização divulgada nesta quarta-feira (18), a melhora tem sido considerada lenta e parcial. Bolsonaro foi internado na última sexta-feira (13) para tratar uma pneumonia bacteriana aguda, condição desencadeada por um episódio de broncoaspiração.
A equipe médica relatou que as primeiras horas de internação foram críticas, com exames laboratoriais que indicaram uma piora preocupante. No entanto, o paciente apresentou uma melhora progressiva nas últimas 24 horas, apesar do cansaço e da falta de ar relatados inicialmente. Uma tomografia computadorizada realizada recentemente mostrou uma recuperação mais significativa no pulmão direito, embora o pulmão esquerdo ainda apresente um comprometimento de nível moderado, exigindo a continuidade do tratamento com antibióticos.
Histórico de saúde e custódia na Papudinha
Esta internação soma-se a uma série de episódios médicos enfrentados por Bolsonaro desde o início de sua detenção por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente, que atualmente cumpre pena na unidade prisional conhecida como “Papudinha”, já havia necessitado de atendimento em setembro do ano passado por tonturas e queda de pressão, além de uma internação em janeiro deste ano após passar mal e sofrer uma queda em sua cela na Superintendência da Polícia Federal.
A transferência para a Papudinha ocorreu justamente a pedido da defesa, buscando uma estrutura que oferece suporte médico 24 horas, fisioterapia e adaptações de acessibilidade. Segundo o Dr. Caiado, o ex-presidente demonstrou apreensão diante da gravidade da atual patologia, sentindo o impacto físico da infecção pulmonar de forma mais acentuada, embora a tendência atual seja de estabilização do quadro.
Embates Jurídicos sobre a Prisão
A condição de saúde de Bolsonaro tem sido o principal argumento utilizado por seus advogados para reiterar pedidos de progressão para a prisão domiciliar. A defesa sustenta que a fragilidade física do ex-presidente demanda cuidados que extrapolam o ambiente carcerário. Entretanto, as solicitações têm sido sistematicamente negadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão do magistrado baseia-se em laudos de uma junta médica da Polícia Federal, que atestou que, apesar das necessidades de cuidados constantes, a unidade prisional onde ele se encontra possui a estrutura adequada para manter a custódia. Enquanto o impasse jurídico permanece, Bolsonaro segue monitorado rigorosamente pela equipe do DF Star, aguardando que a resposta aos medicamentos permita sua transferência para um quarto comum.