Bombardeios de EUA e Israel fecham maior campo de gás do mundo no Irã
O cenário de crise energética global sofreu um novo abalo nesta quarta-feira (18), com o fechamento de diversas seções do campo de gás de South Pars, no Irã. Considerada a maior reserva de gás natural do mundo, a infraestrutura foi atingida por bombardeios atribuídos às forças dos Estados Unidos e de Israel. Segundo informações da agência de notícias Fars, que citou autoridades locais, o fechamento operacional foi uma medida de emergência para conter incêndios de grandes proporções e evitar que as chamas se propagassem por áreas ainda intactas da planta.
Apesar da gravidade dos ataques e dos danos estruturais, fontes oficiais informaram que a situação no complexo está sob controle momentâneo. Equipes de bombeiros permanecem no local combatendo os focos de incêndio remanescentes para garantir a segurança das instalações. Até o fechamento desta edição, não houve registro de vítimas fatais ou feridos graves decorrentes das explosões, embora o impacto na produção de gás ainda esteja sendo contabilizado pelas autoridades iranianas.
Ameaça de retaliação e o risco à infraestrutura regional
A ofensiva ocorre em um momento de tensão máxima, após o Irã ter emitido alertas severos sobre ataques às suas bases de energia. O governo de Teerã havia declarado previamente que qualquer agressão contra seu setor energético transformaria toda a infraestrutura que abastece os interesses dos EUA e de Israel na região em “alvos legítimos”. O exército da República Islâmica reforçou essa postura nesta segunda-feira, subindo o tom das ameaças ao afirmar que a resposta será devastadora caso terminais estratégicos sejam atingidos.
O foco das preocupações iranianas recai especialmente sobre a Ilha de Kharg, onde está localizado o principal terminal de exportação petrolífera do país. Os militares iranianos advertiram que, se as instalações de Kharg forem alvo de bombardeios, as forças persas reduzirão “a cinzas” as estruturas de petróleo e gás de qualquer país da região que sirva como ponto de origem para o ataque. Essa retórica eleva o risco de um conflito regional de larga escala, que poderia interromper o fluxo global de combustíveis e impactar drasticamente os mercados internacionais.