Irã promete “vingança severa” após morte de Ali Larijani em ataque atribuído a Israel
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou publicamente nesta terça-feira que o país executará uma vingança severa contra os responsáveis pelo ataque que vitimou Ali Larijani, então secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional. Em declarações reproduzidas pela agência de notícias Fars, o mandatário assegurou que os “terroristas” envolvidos no atentado enfrentarão consequências diretas pelo derramamento de sangue em solo iraniano, classificando a ação como um ataque à “terra sagrada”.
A confirmação da morte de Larijani pelo governo de Teerã ocorre em um momento de extrema tensão, após o território iraniano ter sido alvo de uma ofensiva atribuída a Israel. A perda é considerada um golpe estratégico significativo, dado que o secretário era visto como uma das figuras de maior confiança do aiatolá Ali Khamenei. Além de sua influência interna, Larijani figurava há anos como um dos principais alvos de Washington, que o identificava como uma peça-chave no comando da Guarda Revolucionária Islâmica e de suas operações regionais.
O legado da “resistência” e o impacto político
Ao lamentar a perda, Pezeshkian descreveu Larijani como uma personalidade distinta, cujas contribuições atravessaram as esferas cultural, política e de segurança nacional. O presidente destacou que o secretário dedicou sua trajetória à promoção da segurança regional e ao fortalecimento de alianças entre nações islâmicas. Para o governo iraniano, a atuação de Larijani o transformou em um símbolo internacional de resistência, o que teria motivado o “ódio do regime sionista” e culminado no recente ataque.
Apesar de admitir que a substituição de um quadro com tal experiência é uma tarefa extremamente difícil para o Estado, o presidente iraniano manteve um tom de desafio em seu encerramento. Pezeshkian enfatizou que, embora o momento seja de luto, a resiliência da população e a busca pela “vitória final” servirão como resposta aos agressores, prometendo que o desfecho do conflito será ainda mais amargo para os adversários de Teerã.