Houthis e aliados do Irã preparam entrada direta na guerra contra EUA e Israel; plano inclui fechar estreitos cruciais ao comércio global

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A tensão no Oriente Médio atingiu um ponto crítico com o anúncio de que os Houthis do Iêmen, juntamente com outras milícias alinhadas a Teerã, estão mobilizados para integrar uma ofensiva direta contra os Estados Unidos e Israel. Segundo informações da agência estatal iraniana Fars, o movimento marca uma escalada sem precedentes na coordenação do chamado “Eixo de Resistência” em apoio à nação persa.

Um dos pontos mais sensíveis da estratégia militar envolve o fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb. Localizado em uma posição geográfica vital que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Aden, o estreito é o corredor de 12% do comércio marítimo global. Um bloqueio nesta região interromperia severamente o fluxo pelo Canal de Suez, repetindo e agravando o cenário visto entre o final de 2023 e o início de 2025, quando mais de uma centena de embarcações foram alvejadas por drones e mísseis rebeldes.

Impacto energético e logístico global

A situação torna-se ainda mais alarmante com a possibilidade de um fechamento simultâneo do Estreito de Ormuz pelo Irã. Como Ormuz é a principal via de escoamento para 20% do petróleo mundial, o bloqueio duplo criaria um cerco logístico quase absoluto. A Arábia Saudita, que vinha tentando contornar a instabilidade no Golfo Pérsico desviando sua produção para o Mar Vermelho, veria suas rotas de exportação totalmente paralisadas, ameaçando um colapso no fornecimento global de energia.

Crise sucessória e represália armada

Este estado de prontidão militar é uma resposta direta à operação conjunta realizada por Israel e Estados Unidos em 28 de fevereiro, que resultou na morte do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, e de membros da alta cúpula militar iraniana. Com a rápida ascensão de Mukhtaba Khamenei ao poder, Teerã não tardou em retaliar, disparando sucessivas ondas de mísseis balísticos e drones contra território israelense e instalações militares americanas espalhadas pelo Oriente Médio, consolidando um cenário de guerra aberta na região.

Rovena Rosa/Agência Brasil

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