Lua de Sangue poderá ser vista por bilhões de pessoas em espetáculo orbital nos próximos dias
Em apenas uma semana, bilhões de pessoas nas Américas, Ásia e Oceania serão testemunhas de um dos eventos mais impressionantes da mecânica orbital. A sombra da Terra varrerá o disco lunar, dando início a um eclipse lunar total. O fenômeno, popularmente chamado de “Lua de Sangue”, atrai a atenção não apenas pela precisão astronômica, mas pela beleza plástica de ver o satélite natural mergulhado em tons avermelhados.
A origem da Lua da minhoca
O evento está marcado para o dia 3 de março, coincidindo com a fase de Lua cheia. No hemisfério norte, esta lunação é conhecida como “Lua da Minhoca”, termo que remete ao período em que o solo começa a descongelar, permitindo que a vida subterrânea emerja. O eclipse total ocorre especificamente quando a Terra se alinha perfeitamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre a superfície lunar.
O mistério por trás da cor vermelha
A tonalidade carmesim que batiza o fenômeno é explicada pela ciência através da Dispersão de Rayleigh. A atmosfera terrestre filtra a luz solar, dispersando os comprimentos de onda mais curtos (luz azul) e permitindo que os comprimentos mais longos (luz vermelha) passem e sejam refletidos na Lua. É o mesmo princípio físico que colore o céu durante um pôr do sol vibrante.
Cronograma e visibilidade global
A fase de totalidade deve durar cerca de 58 minutos. O processo começa de forma discreta às 5h33 (horário de Brasília) com a entrada na penumbra, tornando-se visualmente impactante a partir das 6h50, quando a sombra mais escura (umbra) começa a cobrir o disco lunar.
A totalidade terá início por volta das 8h04. Enquanto observadores na Costa Oeste dos EUA terão uma visão privilegiada de todo o ciclo, moradores de cidades como Nova York verão a Lua se pôr enquanto o eclipse ainda acontece.
Perspectivas para o Brasil
Diferente do hemisfério norte, a expectativa para os brasileiros é mais contida. Devido à posição geográfica e ao horário do evento, o país verá o eclipse apenas de forma parcial. A visibilidade será bastante restrita, com maiores chances de observação no extremo oeste da região amazônica, onde será possível captar o início da fase parcial antes que a Lua desapareça no horizonte.
No restante do território nacional, assim como na maior parte da América do Sul, a “Lua de Sangue” total não poderá ser apreciada em toda a sua plenitude.