Bolsonaro tem piora clínica e advogados pedem urgência em laudo para decidir sobre domiciliar
A equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro formalizou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relato sobre a deterioração de seu quadro clínico nos últimos dias. Os advogados buscam acelerar a anexação de um laudo médico oficial elaborado por peritos da Polícia Federal, documento que consideram vital para que o pedido de prisão domiciliar humanitária seja analisado pela Corte.
Segundo a petição, o estado de saúde do ex-mandatário é classificado como “fragilizado”, apresentando sintomas recentes que preocupam a defesa e exigem celeridade processual.
Sintomas recentes e atraso em prazo judicial
Os advogados detalharam que o ex-presidente sofreu episódios eméticos, termo médico para vômitos, além de crises de soluços intensas recentemente. A defesa aponta que o prazo de dez dias estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes para a entrega do laudo pericial já expirou sem que o documento fosse devidamente incluído nos autos.
A perícia técnica foi realizada por médicos da Polícia Federal em 20 de janeiro, mas a ausência do parecer oficial no sistema do STF estaria travando as etapas seguintes do processo, impedindo inclusive que assistentes técnicos indicados por Bolsonaro se manifestem sobre o caso.
Pedido de urgência e contexto da prisão
Diante do cenário de agravamento dos sintomas, a petição requer que a Superintendência da Polícia Federal seja intimada com urgência máxima para disponibilizar o relatório médico. A defesa sustenta que a medida é o único caminho para permitir que o relator avalie se o estado de saúde de Bolsonaro justifica a concessão do benefício humanitário.
Atualmente, o ex-presidente cumpre pena de 27 anos no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a unidade prisional conhecida como “Papudinha”, após ser condenado pelo crime de tentativa de golpe de estado relacionado aos eventos pós-eleições de 2022.


